DEMOCRACIA

EDITORIAL: Fora, Josué

É insustentável a permanência do professor Josué de Oliveira no cargo de reitor pro-tempore do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. Se já não havia clima para que ele conduzisse a gestão em razão da ilegalidade do processo referendado pelo ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, agora com as digitais da agressão a estudantes por policiais militares dentro da instituição ficou inconcebível.

Inconcebível até mesmo para o padrinho político do interventor, o deputado federal general Girão Monteiro (PSL). O parlamentar, investigado pelo Supremo Tribunal Federal por financiar manifestações que atentam contra a democracia no Brasil, tem as mãos ainda mais sujas como fiador de uma violação ao processo democrático eleitoral do IFRN.

Girão é, portanto, co-responsável pelos ataques de policiais militares contra os alunos.

Se o deputado bolsonarista tem de fato a consciência tranquila em relação ao seu compromisso com a democracia, terá a honradez e a dignidade de dar um passo atrás na intervenção que apoiou colocando no assento de uma Instituição referência para o país alguém que, em quase três meses, só amealhou ódio, desprezo e pena da comunidade interna e também da sociedade.

A história contará a partir do episódio de hoje, um Dia do Estudante, que o interventor que assumiu o poder fruto de um golpe apoiou agressões àqueles que são a razão de existir de uma instituição criada, principalmente, para educar.

E a história não perdoa.

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