DEMOCRACIA

Eduardo Fagnani lança em Natal “Previdência: o debate desonesto”

“Um ato exasperado diante da estúpida imposição de novo retrocesso ao processo civilizatório brasileiro”. A afirmativa está nas primeiras páginas do livro Previdência: o debate desonesto que Eduardo Fagnani lança em Natal (RN) nesta segunda-feira (16).

A iniciativa, marcada para às 19h, acontece no auditório do Núcleo de Pesquisas em Ciências Aplicadas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e integra a 6ª edição do projeto “Diálogos”, uma realização do ADURN-Sindicato e da Cooperativa Cultural com o objetivo de discutir a realidade da conjuntura brasileira a partir da análise social, política e econômica.

O evento é aberto ao público.

Em “Previdência: o debate desonesto”, o professor do Instituto de Economia da Unicamp, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho e coordenador da rede Plataforma Política e Social, Eduardo Fagnani, desmonta o que define como falácias em torno da Previdência Social, revelando a desonestidade deste debate no Brasil.

Pós-verdade

Em entrevista à revista Carta Capital, em março de 2017, Fagnani classificou o déficit previdenciário de “pós-verdade”

– O ‘déficit’ da Previdência é uma pedalada constitucional, uma pós-verdade, para usar um termo da moda. É simples esclarecer isso, basta ler a Constituição. A Previdência faz parte da Seguridade Social, que também abarca a Saúde e a Assistência Social. Os constituintes adotaram um sistema clássico desde a Alemanha de Otto von Bismarck (1815-1898), o modelo tripartite de financiamento do setor, segundo o qual Estado, empregadores e trabalhadores contribuem. Da onde vem o déficit? Desde 1989 não se contabiliza a parte do governo como fonte de receita da Previdência. Ao fazer isso, a União nega que a Previdência faça parte da Seguridade Social, em confronto com os artigos 194 e 195 da Constituição”, disse.

 

 

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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