OPINIÃO

Ei senhores deputados: É preciso dar uma força aos novos autores, basta querer!

Em contraponto ao momento em que o obscurantismo é celebrado, defendido e até ponto de batalha para alguns, a leitura deve ser ainda mais estimulada. Com ela, se absorve doses imprescindíveis de cultura, conhecimento e senso crítico. Em fevereiro de 2019, a Assembleia Legislativa começa sua próxima legislatura com cerca de um terço de renovação. Que tal os nobres deputados e deputadas fazerem algo pela leitura no Estado ?

Penso que muita gente que tem livros em baús, estantes e caixas de papelão adoraria lançar seus textos, seja para o público infantil, infanto-juvenil e adulto. Sei que existem leis culturais que financiam projetos e ações em prol da classe artística, em várias frentes. Mas falo mesmo é da disseminação dos produtos culturais, e não de incentivo.

Proponho algo bem simples e pouco oneroso. Não caridade. Uma lei estadual poderia criar um fundo de apoio às produções culturais. Projetos em torno de R$ 5 mil, um pouco mais, um pouco menos, poderiam custear livros de 300, 500, 1000 exemplares. E o tomador do empréstimo a juros baixos, devolveria os recursos repassados, em prestações. Ou seja, teria condições de lançar seu livro e pagar com a vendagem dos exemplares.

Ganharia a cultura, o meio artístico e os leitores potiguares. Sim, os critérios seriam pormenorizados pela lei. Não estou falando de dinheiro a fundo perdido ou doação. Defendo o microcrédito para apoio cultural. Os empréstimos teriam um teto. Parte da tiragem dos livros seria destinada a projetos públicos de leitura. Empresas, se quisessem, poderiam destinar percentuais de sua receita para apoiar este fundo.

É um projeto barato, simples e estimulador de novos autores, porta de acesso para gente que não tem recursos para lançar um livro. Pagar edição eletrônica, foto, ilustração, revisão e gráfica. As leis de incentivo são válidas e interessantes, mas também são uma barreira para muita gente. A iniciativa que proponho, ao contrário, corre por conta e risco do empreender, que terá tão somente o apoio necessário para lançar seu livro, com juros baixos. O sistema retroalimentaria o investimento nos outros autores, com o dinheiro das parcelas do financiamento de quem lançou seu livro, anteriormente.

E o Estado não terá prejuízo.

 

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