+ Notícias

Entidades científicas reagem à mudança do MEC na presidência da Capes

Em meio ao enfrentamento da restrição de recursos, a mais recente medida adotada pelo Ministério da Educação (MEC) para a área de pós-graduação foi a exoneração do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão responsável pelas bolsas de mestrado e doutorado. No lugar de Benedito Guimarães Aguiar Neto, o governo federal nomeou a advogada e reitora da faculdade particular Centro Universitário de Bauru, Claudia Mansani Queda de Toledo.

A decisão do MEC causou reação entre as entidades científicas e acontece após o lançamento de uma carta conjunta, assinada pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), pela recomposição e nomeação do Conselho Superior da Capes. O documento lembra que “a última reunião ocorreu em 28 de novembro e, à época, fora anunciada a futura recomposição”.

A Capes, que atua no fomento e consolidação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), com atuação em todo o território brasileiro, bem como no sistema de avaliação da pós-graduação, vem sofrendo com o corte orçamentário desde o início do governo Bolsonaro. Em 2020 a entidade teve apenas 67% dos recursos destinados em 2019, o orçamento passou de R$ 4 bilhões para R$ 2,8 bilhões. Diante da discussão orçamentária atual, as entidades consideram urgente a recomposição do novo Conselho Superior, garantindo o exercício de estratégias importantes.

Outras entidades científicas também se manifestaram em defesa da Capes e contra a nomeação de Cláudia Toledo. Em nota, a diretoria da Sociedade Brasileira de Física, o Fórum Nacional de Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Física e Astronomia e a Sociedade Astronômica Brasileira pedem que “o Ministério da Educação reveja a nomeação e indique alguém com histórico profissional e formação mais adequados para presidir a Capes”.

Para as entidades, “a presidência desta instituição deve ser ocupada por pessoas com respaldo no meio acadêmico e com profundo conhecimento dos sistemas de pós-graduação nacional e internacional”. Isso porque, a nova presidenta da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior teve um curso de pós-graduação descredenciado pela própria Capes em 2017 por não ter atingido a nota mínima para continuar em funcionamento.

 

Clique para ajudar a Agência Saiba Mais Clique para ajudar a Agência Saiba Mais
Artigo anteriorPróximo artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *