DEMOCRACIA

Estudante desmente fake news de interventor, parlamentar e imprensa sobre depredação no IFRN

O presidente da rede de grêmios do IFRN Felipe Garcia acusou o interventor Josué Moreira, o deputado federal bolsonarista Girão Monteiro (PSL) e parte da imprensa de divulgarem fake news sobre a manifestação de 11 de agosto que acabou com agressões de policiais militares a alunos da instituição. Moreira, Girão e a imprensa espalharam que a PM reagiu de forma truculenta em reação a uma suposta depredação do patrimônio público no IF, o que não aconteceu.

Garcia concedeu entrevista ao programa ContraFluxo nesta quinta-feira (13) sobre o episódio.

O estudante também classificou como “absurdo” o pedido de Girão ao Ministério da Justiça para que o Governo Federal enviasse tropas federais para o resguardar o IFRN, alegando vandalismo e depredação ao prédio público. Os estudantes já solicitaram as imagens de câmeras para comprovar que versão do interventor é mentirosa. Garcia também desmentiu Josué Moreira, que em nota oficial e durante entrevistas após o episódio, afirmou que as manifestações dos estudantes ocorreram porque os alunos não queriam o retorno das aulas.

A pauta de reivindicação dos estudantes dizia o contrário. Os alunos cobravam da reitoria um plano de retorno das atividades de forma remota, mas atendendo a toda a comunidade, o que inclui assistência aos estudantes em situação de vulnerabilidade. Segundo o presidente da rede grêmios, Moreira não apresentou nenhuma proposta à comunidade acadêmica sobre a possibilidade de voltar às aulas.

“O IFRN é uma escola pública, então é necessário que exista um planejamento. Para que não seja um ensino excludente. Precisamos que todo os alunos com matriculas ativas tenha condições para acompanhar as atividades. Dessa forma, somos a favor do retorno às aulas online”, declarou.

Durante o programa, Felipe Garcia caracterizou a ação de Girão como uma tentativa de intervenção para impedir os estudantes de expressar a opinião e requerer seus direitos. Para ele, é necessário a apresentação de provas para mostrar o vandalismo citado pelo deputado.

“O movimento que fizemos foi pacifico. Estávamos no prédio do IFRN gritando palavras de ordem para que o interventor renunciasse ao cargo. Os motivos da solicitação são o respeito ao processo democrático, no qual deveria ter sido empossado o reitor eleito José Arnóbio, além de mostrar a má gestão do interventor. Então pedimos que sejam apresentadas as imagens das câmeras para que prove se houve vandalismo”, afirmou.

O estudante acrescentou que durante toda a organização do ato os alunos pensaram nos cuidados ao prédio. Ele explicou, por exemplo, que os cartazes de protesto foram colados em portas de vidro para que não houvesse manchas nas paredes.

A rede de grêmios estudantil se reunirá na sexta-feira (14) para discutir a volta às aulas da instituição.

O programa foi transmitido nesta quinta-feira (13) e está disponível no Youtube.

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