DEMOCRACIA

Estudantes da UNP protestam contra demissão de professores

Alunos da maior instituição de ensino privada do Rio Grande do Norte, a Universidade Potiguar (UNP) realizam nesta segunda-feira (1º) um ato contra a demissão em massa de professores. Segundo estudantes da UnP, o corte atingiu profissionais com mestrado e doutorado, com décadas de serviço a instituição.

O protesto está marcado para às 15h em frente a unidade Roberto Freire da universidade. O Diretório Central dos Estudantes da UNP pediu que os alunos estejam com camisas pretas no ato.

As demissões teriam ocorrido durante o mês de junho, ao final do período acadêmico de 2019.1. Mais de 20 professores dos cursos de arquitetura, direito, fisioterapia, medicina e serviço social. Os cortes atingiram as unidades de Natal e Mossoró da UNP.

A turma concluinte de direito 2019.2, no campus Mossoró, divulgou uma nota questionando as medidas da universidade.

“O fato de demitirem justamente os professores que impulsionam a pesquisa científica de forma séria no campus diz muito sobre o que esse curso pretende ser no futuro. É um ato político e totalmente passível de indignação por parte da atual gestão da coordenação do curso de Direito eleger para a demissão professores que incentivavam os alunos a pesquisar, desafiando-os, tirando-os das suas zonas de conforto. Qual o medo da coordenação de curso, da Universidade Potiguar e da Rede Laureate em permitir que os seus alunos pensem criticamente?”

Vale lembrar que estudantes dos cursos de saúde da UNP cobraram da instituição respostas a medidas que prejudicavam o corpo de alunos, em maio deste ano.

“Queremos ordem e progresso, não o regresso”

Em nota, o DCE da UNP disse que a instituição afirma ter utilizado avaliações da Comissão Própria de Avaliação (CPA) e o tempo de serviço para realizar as demissões, mas que esses argumentos são infundados.

“A Universidade Potiguar utilizou dois critérios para as demissões, antiguidade e CPA. Entretanto, a CPA desse semestre nem se quer saiu o resultado. E quanto a antiguidade, temos professores mais antigos, que continuam admitidos. Então nos perguntamos, qual o critério real para as demissões? A universidade tem tomado medidas radicais, sem a menor preocupação na estabilidade do aluno, ou na competência dos nossos profissionais”

Resposta da UNP

Segundo a universidade, este período é quando acontece contratações, promoções e desligamentos e é quando a instituição faz avaliações de ajustes.

Leia a nota:

“A Universidade Potiguar – UnP se reconhece como espaço para amplo debate e respeita o direito dos estudantes de manifestar opinião e participar ativamente na construção acadêmica. Assim, está aberta ao diálogo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e qualquer aluno, como realiza de forma plural com a participação de alunos na gestão acadêmica.

Sobre movimentações em seu corpo docente, a Instituição realizou um diagnóstico que tem como base inúmeros fatores, entre eles estão a formação ou não de turmas dos cursos vigentes em razão dos processos seletivos e também o cumprimento do calendário acadêmico, o que só permite realizar mudanças duas vezes ao ano. Nesse sentido, este é um período em que acontece a gestão docente, abrangendo contratações, promoções e desligamentos.

Como é de conhecimento público, o Brasil vive uma fase de instabilidade econômica. Enquanto Instituição de Ensino Superior nos solidarizamos pelo momento, no entanto o segmento de educação também sente o impacto deste atual cenário, por isso alguns ajustes são necessários para nos conduzir à sustentabilidade do nosso mercado.

Reiteramos assim o compromisso com todos os nossos estudantes e colaboradores, bem como no aprimoramento de nossa qualidade acadêmica, visando oferecer a melhor formação aos nossos alunos”.

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