OPINIÃO

Façam as contas

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Hoje é dia 12 de dezembro. Façam o seguinte exercício mental: andem dez dias para trás e contem quantos casos de racismo, explícito ou não, você viu pipocar. Para não alongar muito, tenta ficar só no Brasil. Volta aqui dois ou três minutos.

Voltou? Pois bem, imagino que o querido leitor ou a querida leitora deve ter lembrado do caso da advogada Natália Burza Gomes Dupin que desfilou com todo seu racismo em Belo Horizonte, atingindo um motorista de Uber e policiais negros das Minas Gerais. Disse com todo gosto que era racista mesmo. Presa, ela não vai responder por racismo.

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Talvez você também tenha acompanhado algo sobre o caso da cantora Jennyfer Oliver, que foi humilhada no programa do Silvio Santos, que retirou seu prêmio você sabe por qual razão. É possível até que tenha passado a vista no caso do jovem de 14 anos estrangulado por seguranças no metrô de São Paulo ou do aluno da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia que se nega até a pegar algo da mão dos colegas e professores negros.

Tudo isso aconteceu em menos de uma semana, com praticamente um caso de repercussão nas redes insociáveis por dia. Choca? Talvez para quem nunca olhou para as entranhas do Brasil e não entenda que até hoje a nossa sociedade é resultado da nossa escolha de não encarar a questão fundamental da nossa história: os três séculos de escravidão, somados aos 130 anos de uma suposta abolição.

Vai mudar? Duvido muito, cada dia mais.

 

 

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