TRABALHO

Fátima Cardoso sobre greve na Educação: “A sociedade não deseja esse conflito, mas o prefeito Álvaro Dias não quer negociar”

Com indicativo de greve aprovado em Assembleia para o próximo dia 14, a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (SINTE), Fátima Cardoso, afirma que a educação não quer parar. “Queremos negociar. A sociedade não deseja esse conflito, mas o prefeito Álvaro Dias não quer negociar”.

Em entrevista ao Balbúrdia desta quarta-feira, 7, a dirigente condicionou o retorno das atividades presenciais na capital potiguar à necessidade de se completar o ciclo de vacinação dos profissionais da Educação, garantia do estabelecimento das normas de biossegurança nas unidades escolares e atualização do piso salarial de 12,84%, referente a 2020.

Fátima Cardoso lembrou que há uma Lei Municipal, 6.425/2013, fruto de uma conquista da luta sindical, que estabelece a data base dos professores da rede de Natal com reajuste igual ao valor do piso em âmbito nacional.  Contudo, “desde o ano passado ela vem sendo descumprida pelo prefeito Álvaro Dias”.

A dirigente relatou as condições de precariedade das escolas e de trabalho dos professores, que durante a pandemia não tiveram disponibilizada nenhuma plataforma. No chat do programa, professores denunciaram a necessidade de disponibilização do WhatsApp para alunos e pais, de compra de equipamentos eletrônicos que permitissem a adaptação das aulas ao formato digital e até solicitação da direção das escolas para utilização dos celulares próprios para aulas híbridas no retorno dos profissionais ao trabalho presencial.

“A educação na pandemia está sendo financiada pelos próprios trabalhadores da educação”, afirmou Juliana Catarina. Da mesma forma, Netania Rafael classificou de “vergonhoso” o tratamento da Prefeitura de Natal com os professores.  Para Erlon Valério Araújo, “a luta é pela vida e pelo reajuste salarial”.

Em relação à rede estadual, Fátima Cardoso disse que as escolas também têm estrutura precarizada, mas que há, desde o ano passado, um esforço da secretaria estadual de educação para que sejam adotadas as medidas mínimas de segurança para a retomada. No caso das escolas estaduais, a previsão de retorno dos profissionais é dia 19 de julho, e dos estudantes em 26. Da mesma forma, Sindicato condiciona retorno ao ciclo completo de vacinação dos trabalhadores da Educação.

No próximo dia 14, uma nova assembleia deverá ser realizada para referendar a decisão. Se até lá não houver nada de concreto, as atividades serão paralisadas.

Confira entrevista na íntegra:

 

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