DEMOCRACIA

Fátima confirma interesse em vacina Coronavac e diz que Brasil espera posição do Governo Federal

A governadora Fátima Bezerra (PT) já informou ao governador de São Paulo João Doria (PSDB) que o Rio Grande do Norte tem interesse na aquisição da Coronavac, vacina de combate a covid-19 produzida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butatan. Pelo menos 9 estados já demonstraram interesse na vacina.

A Coronavac está na terceira fase de teste e precisa ser atestada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fátima Bezerra participa nesta terça-feira (8) de uma reunião articulada pelo Fórum Nacional dos Governadores com o ministro da Saúde, general Pazuello. Os chefes dos executivos estaduais cobram do governo Bolsonaro um plano nacional de imunização contra a covid-19. Fátima viajou acompanhada da secretária adjunta da Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), Maura Sobreira, e da Secretária de Comunicação, Guia Dantas.

“Já mantive contato com o governador João Dória e estamos em tratativas com Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, para a aquisição da vacina Coronavac. Nem que eu tenha que sair contando moedas, nós não vamos economizar esforços para garantir a vacinação. Este assunto requer urgência. A nossa expectativa hoje é sair daqui com definições concretas para a vacinação”, afirmou a governadora

Momentos antes da reunião começar, a governadora falou aos jornalistas que aguardavam no Ministério da Saúde. Fátima disse que espera uma posição clara do Governo Federal sobre o programa nacional de imunização:

Essa estratégia do programa nacional de imunização. Isso é o que viemos fazer aqui. Sem esquecer, evidente, de outras iniciativas como, por exemplo de São Paulo. Todas as iniciativas são válidas, bem-vindas, agora o que o Brasil espera nesse exato momento é uma posição clara do governo federal tendo em vista que cabe ao governo federal sim coordenar toda essa estratégia em nível nacional. Precisamos de calendário, de data, precisamos desse programa definido, as etapas. Eu sou uma das que defendo que tem que incluir no grupo de prioridades os professores, os profissionais da educação. O que cabe aos estados, os estados vêm fazendo, preparar a logística do ponto de vista de distribuição. Nós já temos os nossos estados esses planos estaduais que dizem respeito à distribuição dessas vacinas, adquirindo os insumos necessários para quando a vacina chegar ela possa ser aplicada junto a população. Agora a parte que cabe ao governo federal, exatamente a produção das vacinas, isso precisa ser definido com agilidade e celeridade. Essa é a nossa expectativa”, disse.

Como o Rio Grande do Norte não tem condições de produzir a vacina, a intenção do Governo do estado é antecipar a questão logística para garantir a vacinação da população de forma mais ágil.

Após o governador de São Paulo anunciar que começará a distribuir a vacina gratuitamente para a população em 25 de janeiro de 2021, o presidente Jair Bolsonaro informou pelo twitter que o governo brasileiro também vai fornecer a vacina gratuitamente, mas não será obrigatória.

Nesta terça-feira (8), o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) também anunciou que ajuizou uma ação no Supremo Tribunal Federal pedindo autorização para que os Estados adquiram vacinas contra o coronavírus autorizadas por agências sanitárias dos Estados Unidos, União Europeia, Japão e China. A ideia é que os estados possam atuar se governo federal não quiser.

 

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