DEMOCRACIA

Fátima fala sobre ataques homofóbicos e preconceito: “A violência maior que tenho sofrido é a de gênero”

Em entrevista à revista Marie Claire, publicada na manhã desta sexta-feira (15) no site e nas redes sociais, a Governadora Fátima Bezerra (PT/RN) fala sobre preconceito, homofobia e como concilia vida pessoal com pública. A entrevista foi feita no final de agosto deste ano, logo após a primeira declaração pública da Governadora sobre a sua orientação sexual.
Na época, após chegar a ser um dos assuntos mais comentados no Twitter após comentário do ex-deputado Jean Wyllys, Fátima escreveu na rede: “Na minha vida pública ou privada, nunca existiram armários”.

Na entrevista desta sexta (15), Fátima diz que não apenas já sofreu ataques homofóbicos como “continuo sofrendo. Sei muito bem o que é a extensão dessa dor, como ela pode ser cruel. Ainda mais hoje, nesses tempos, com esse fenômeno das máquinas fraudulentas de mentira, calúnia e difamação…”.

A Governadora, única mulher a ocupar a função neste momento no Brasil, também lembra que é duramente atacada por ser mulher. “Tenho sido duramente atacada. E há também os ataques de natureza misógina, pelo fato de eu ser mulher. Na verdade, eu diria que a violência maior que tenho sofrido é a de gênero. De tentar desqualificar a gente. Fazem caricaturas, criam versões como se não tivéssemos capacidade. Aí eles vêm com tudo, com a minha condição de mulher, do ponto de vista da orientação sexual, vêm com todos esses preconceitos e cheios de ódio. Eu não vou citar exemplo porque não vale a pena repetir a violência”

Segundo a governadora, “Atacam em cima da roupa e da maquiagem, ridicularizando. E em cima do tom de fala e da minha orientação [sexual]. A violência é usada para tentar me desqualificar como gestora”.

A entrevista completa por ser lida AQUI!

 

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