CIDADANIA

Fiscal da prefeitura desabafa sobre aglomerações em Natal, cobra educação e recebe apoio

As aglomerações de pessoas nas praias, bares e outros espaços públicos e privados, em plena a pandemia, têm redobrado o trabalho de fiscais nos municípios.

Neste domingo (27), o supervisor de fiscalização da secretaria municipal de Meio Ambiente e Urbanismo em Natal Gustavo Szilagyi fez um desabafo nas redes sociais deixando claro que a atuação desses profissionais tem limites e que o comportamento da maioria das pessoas está relacionado com a falta de educação junto à família:

– Muitos colegas e amigos que sabem que sou fiscal ambiental da Prefeitura do Natal me perguntam se nós não temos como coibir as aglomerações que são vistas na cidade com mais efetividade. Eu respondo que fazemos o possível. Fazemos o melhor com as condições que nos são dadas, mas não temos como dar razoabilidade e educação a quem nunca recebeu isso de berço. O que mais temos visto nas ruas, são pessoas intolerantes e egoístas, pessoas que não tem empatia para com o próximo. Pessoas que não respeitam as regras sociais, e que adoram desafiar as leis e as autoridades Como FISCAL, tenho limite de atuação. Não cabe aos fiscais de posturas das cidades fazer o que os pais não souberam fazer em. casa. Dar EDUCAÇÃO!”, disse.

Durante o feriado prolongado em razão ao Natal, mais aglomerações foram registradas. Na praia de Ponta Negra, por exemplo, milhares de pessoas aproveitaram o domingo de sol, a maioria sem máscara. De acordo com o boletim epidemiológico mais recente divulgado sábado (26) pela secretaria de Estado de Saúde Pública, Natal já contabilizava 33.551 casos oficiais de covid-19 e 1.183 mortes devido ao coronavírus.

A postagem-desabafo de Szilagyi incentivou que outros fiscais também externassem todo o descontentamento com a situação. Nos comentários, João Marcelo Souza se identificou como fiscal e deu apoio ao colega:

– Exatamente. Trabalho no interior e sei bem o que é isso. Orientamos, explicamos direitinho, porém alguns não entendem e ainda acham que somos nós que “não deixamos eles se divertirem”, afirmou.

Fiscal em Curitiba (PR), Tito Líviu também se reconheceu nas palavras do servidor da Semurb. Segundo o paranaense, “aqui em Curitiba as coisas não são diferentes para nós fiscais. Percebermos que muitas pessoas perderam completamente a noção de cidadania e civilidade!”.

Além de fiscais, Gustavo Szilagyi recebeu o apoio e a solidariedade de várias pessoas nas redes sociais.

 

 

 

 

Clique para ajudar a Agência Saiba Mais Clique para ajudar a Agência Saiba Mais
Artigo anteriorPróximo artigo
Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *