CULTURA

Forró deve ser reconhecido como patrimônio imaterial da cultura nacional

O Forró está muito próximo de ser reconhecido como Patrimônio Imaterial da Cultura Nacional. A Associação Cultural Balaio Nordeste encaminhou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) o pedido de registro das Matrizes do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil e, desde 2011, a entidade vem realizando fóruns estaduais com objetivo de mobilizar os forrozeiros e promover espaços para o debate das questões pertinentes ao pedido.

Os natalenses terão a oportunidade de participar do debate na próxima quinta-feira (14), quando uma audiência pública será realizada no auditório da Assembleia Legislativa. Os encontros nos Estados estão sendo promovidos pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), presidida pela senadora Fátima Bezerra (PT).

O debate no Rio Grande do Norte contará com a presença da presidente da Associação Cultural Balaio Nordeste, Joana Alves; de representante do Ministério da Cultura; além de senadores, deputados federais e estaduais, secretários de culturas, prefeitos e vereadores. Os artistas Roberto do Acordeon, Iranilda Santana (Deusa do Forró) e Carol Benigno também confirmaram presença.

Segundo Fátima, o reconhecimento do forró como Patrimônio Imaterial Brasileiro garantirá a valorização dos artistas, das festas juninas e do turismo, principalmente na região do Nordeste. “O forró é uma das expressões populares e mais expressiva da população brasileira. É importante preservar essa a memória”, defendeu.

Para o coordenador de projetos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Deyvesson Israel Alves, além do reconhecimento popular, é fundamental que sejam identificadas as matrizes tradicionais do forró para que se possa creditar o registro. “Após o processo, um dossiê é produzido, com a descrição do valor nacional do forró e a identificação da comunidade de forrozeiros. O registro é importante para que a gente possa incluir o forró nas políticas públicas e salvaguardar esse patrimônio. Contamos com a colaboração dos parlamentares na apresentação de emendas para continuar o estudo, que fica em torno de R$1,3 milhão”, destacou Alves.

Ainda estão previstas mais quatro audiências públicas em outros Estados antes da confirmação do título.

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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