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Fotógrafa refaz o caminho da Várzea atrás das memórias de infância

Memórias de Infância e busca por raízes estão retratadas em Caminhos de Várzea, primeira exposição de Luana Tayze
“Um recortado de memórias”, essa é a definição de Luana Tayze para “Caminhos de Várzea: [Re] significar memórias”, sua primeira exposição que tem vernisage hoje, 29, a partir das 19h, no Espaço Duas, em Ponta Negra. São as histórias de infância e a busca por entender as raízes de sua avó materna, e as suas próprias, que despertaram em Luana o interesse de voltar para Várzea, município que fica a 82 km da capital potiguar. O resultado dessa imersão nas memórias de sua família são 11 fotografias inéditas que tentam elaborar uma nova significação, a partir do olhar singular de Luana, para as histórias que sempre escutou.

“Quando eu cresci, se tornou também uma vontade de saber mais sobre as minhas raízes, de descobrir quem eu sou. A partir disso, fui desenvolvendo a ideia, e passei algum tempo colhendo lembranças de infância e, a partir dessas lembranças, fiz uma nova significação com meu olhar de fotógrafa e meu olhar de neta”, conta.

Para Luana, a fotografia não é um recorte da realidade, nem um ato puramente documental, mas sim um registro a partir do olhar subjetivo de alguém, “uma peça de ficção” como prefere explicar. Seu olhar sensível e apurado como profissional recebe elogios pelas coberturas de eventos e festivais de música que realiza, mas sua carreira na fotografia começou de maneira despretensiosa, a partir da compra de uma câmera por um amigo, o que aproximou Luana do mundo onde, a cerca de quatro anos, atua profissionalmente. Luana já fez a cobertura de festivais importantes de música como o Coquetel Molotov, Mada e Festival DoSol e, frequentemente, tem registrado a cena alternativa de Natal com suas lentes.

“Fui começando a fotografar eventos de amigos meus , que eram músicos, e isso só foi crescendo e , quando vi, estava fotografando os maiores festivais aqui do Nordeste. Em menos de quatro anos já consigo sobreviver a partir da fotografia, meu trabalho principal, e eu só tenho a agradecer ao universo por ter me jogado nesse universo, relata Luana.

A exposição foi vencedora do edital de Economia Criativa do Sebrae/RN, algo que surpreendeu Luana, pois nunca imaginou que conseguiria levar Várzea e as histórias de sua avó para uma galeria. Entendendo que o processo de resignificar as suas memórias e de sua família podem ganhar outras interpretações a partir do olhar do público, ela se mostra aberta as visões do público sobre seu trabalho e para o que considera ser uma troca entre fotógrafa e público.

“Não tenho uma mensagem que eu queira passar coma exposição. O que eu quero é que as pessoas interpretem da sua forma, não tem como querer que as pessoas pensem do meu jeito. A arte não é isso. Será uma troca entre fotógrafo e público”, afirma.

A exposição Caminhos de Várzea: [Re] significar memórias” é gratuita e fica aberta a visitação até o dia 08 de dezembro. A noite de abertura contará ainda com show da banda Ciro e a Cidade.

Serviço
Exposição Fotográfica “Caminhos de Várzea: [Re] significar memórias” – Por Luana Tayze
Local: Espaço Duas (R. Praia Diogo Lopes, 2197 – Ponta Negra)
Abertura: 29/11/2018 – às 19h
Encerramento: 08/12/2018
Entrada Gratuita

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Jornalista e militante de direitos humanos

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