DEMOCRACIA

Frente Antifascista Potiguar defende unidade para barrar retrocessos


Militantes, artistas, representantes de partidos, associações e entidades ligadas a movimentos sociais no Rio Grande do Norte lançaram sexta-feira (1) a Frente Antifascista Potiguar. A manifestação ocorreu na rua João Pessoa, Centro de Natal, e informou à população sobre os objetivos do movimento.

Na ocasião, também foi distribuído o manifesto “Em defesa dos nossos direitos, lutamos contra o fascismo!”. O movimento vai se organizar a partir de manifestações e atos públicos e por meio da mídia alternativa. O Rio Grande do Norte é um dos primeiros estados a se organizar em torno de uma frente antifascista.

Embora A Frente Antifascita Potiguar não seja um movimento especificamente de oposição ao presidente Jair Bolsonaro, ele simboliza a raiz da Organização. Tanto nos discursos como no manifesto, Bolsonaro esteve presente como se concentrasse toda a horda fascista do país.

O manifesto explica que a Frente também busca apoiar os movimentos contra a retirada de direitos do povo brasileiro, atacados pelo governo Bolsonaro com o apoio do Congresso Nacional:

– A Frente Antifascista Potiguar tem como objetivo enfrentar a ascensão do fascismo – que tem como uma das suas marcas o extermínio de determinados grupos, considerados indesejados, e a perseguição a toda e qualquer oposição – e assegurar os nosso direitos em toda sua plenitude, fundamentalmente, colocando-se na defesa das liberdades democráticas, pela revogação das reformas de Temer, contra a reforma da Previdência (em pauta desde o governo Temer e agora no governo Bolsonaro) contra as privatizações e contra a chamada “escola sem partido”.

Policial civil e membro do movimento de Policiais Antifascismo no Rio Grande do Norte, Pedro Paulo Chaves Mattos explica que Bolsonaro não é um alvo, mas uma consequência do fascismo no país:

– A questão do fascismo é maior que o Bolsonaro. Infelizmente, as práticas fascistas no Brasil não se restringem ao Bolsonaro. Tem fascismo nas instituições, prática que veio antes do Bolsonaro. Então ele não é um alvo, mas uma consequência” afirma.

Para Luana Cabral, militante da LSR (uma corrente interna do PSOL), a Frente é também uma resposta à intolerância e o crescimento da extrema-direita mais evidente a partir das eleições de 2018. Ela inclui na pauta da Frente a luta contra os retrocessos do governo Bolsonaro:

– O movimento vem no bojo das eleições presidenciais, da Frente Povo Sem Medo, da necessidade de união, que seja capaz de barrar retrocessos e pensar estratégias e novas táticas que virão com esse governo. Estamos construindo uma unidade. Eleição de Bolsonaro representa um avanço da extrema-direita no mundo, não só no Brasil.

Artigo anteriorPróximo artigo
Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *