DEMOCRACIA

Robinson diz que é candidato à reeleição principalmente para mostrar o que já fez

O governador Robinson Faria (PSD), candidato à reeleição, diz que seu mandato foi dedicado à gestão e não à política, numa tentativa de justificar o mau desempenho nas pesquisas de intenções de voto, em que aparece como terceiro colocado, atrás da senadora Fátima Bezerra (PT) e do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Ao que falou em entrevista ao Repórter 98, da 98FM, nesta quarta-feira (8), quer usar campanha para “mostrar verdade” sobre seu mandato.

“Pequei quando não me comuniquei mais. Eu estava tão focado no trabalho, eu trabalhava três turnos todo dia, enquanto outros estavam criticando, me boicotando”, disse Robinson, que em 2016 gastou mais em publicidade que em segurança pública, de acordo com relatório do TCE.

“Não passei quatro anos me preparando pra ser reeleito, foi trabalhando para tirar o estado do caos”, insistiu, ao reforçar que recebeu uma “herança maldita” e teve que administrar também o passado. “Vou mostrar com números a falência que recebi de governos desastrosos que nos levaram a ser o mais falido da região Nordeste”.

Em eventual renovação do seu mandato, Robinson diz que pretende dar independência econômica ao Rio Grande do Norte. “Tiramos o elefante da UTI, está se levantando, com saúde, começou a andar”.

O histórico de dívidas de que fala o governador é apontado como resultado de governos das tradicionais famílias Alves, Maia e Rosado. Assim, atinge o concorrente Carlos Eduardo Alves.

“Mais uma vez a união das oligarquias que vieram da ditadura. Agora vem um Alves referendado pelos seus parceiros”, atacou, estendendo as críticas não só à tradição familiar de Carlos Eduardo.

Segundo as palavras de Robinson ele teve que ser governador e prefeito de Natal nos últimos quatro anos, devido à omissão do Executivo Municipal. Também voltou a acusá-lo de traição, inclusive com o povo, por ter prometido não renunciar. “Ele cometeu estelionato”.

Sobre Fátima Bezerra, disse ser ilegítima a bandeira que a senadora levanta dos institutos federais. “Ela se vangloria que trouxe os IFs, mas ela é paraibana. Ela nem morava aqui já tinha vários IFs”, disse, ignorando que Fátima se mudou para o Rio Grande do Norte com cerca de 15 anos de idade, no início da década de 1970, quando havia apenas uma unidade do então Etfern.

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Isabela Santos
Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais

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