DEMOCRACIA

Governadora do Rio Grande do Norte reage a ataques de Bolsonaro e filho que tentam espalhar fake news sobre gastos com covid

Além de lidar com a pandemia da covid-19 diante da falta de liderança e vacina no plano nacional, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), precisou perder tempo para reagir e responder a uma tentativa do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e de seu filho, Carlos Bolsonaro (Republicanos), de espalhar fake News sobre a administração atual do RN.

Fátima Bezerra anunciou que o setor jurídico já foi acionado para entrar com o “devido processo legal para reposição da verdade”. A Governadora do RN criticou, ainda, a postura do presidente que dedica mais tempo tentando espalhar notícias falsas sobre os governadores do que tentando viabilizar formas de adquirir vacinas para imunizar a população.

A declaração de Bolsonaro foi dada durante este final de semana, em uma de suas paradas em frente ao Palácio do Alvorada, onde ficam concentrados jornalistas e alguns seguidores do presidente. O comentário foi feito depois que o Supremo Tribunal Federal, por meio de liminar concedida pelo ministro Barroso, ordenou que o Senado abra uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar omissões do governo federal durante a pandemia da covid-19. O julgamento sobre a instalação da CPI foi antecipado da sexta (16), para essa próxima quarta (14), pelo ministro Luiz Fux, que preside o STF.

Ao contrário do que foi dito por Bolsonaro e seus filhos, o Tribunal de Contas não detectou qualquer irregularidade nos gastos do Governo do RN. A fake news citada pelo presidente era a de que R$ 900 milhões enviados pelo governo federal para combate da covid-19 teriam sido gastos com folha de pagamento. O ministro das Comunicações de Bolsonaro, Fábio Faria (PSD), já tinha tentado divulgar notícia falsa semelhante, ao afirmar durante coletiva que a governadora Fátima Bezerra tinha usado repasses para covid no pagamento de folha salarial.  Informação também desmentida pelo órgãos de controle. Para quem não lembra, o ministro é filho do ex-governador e candidato derrotado por Fátima, Robinson Faria (PSD), responsável por deixar quatro folhas de pagamento atrasadas para a atual gestora.

 

Imagens: reprodução redes sociais

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