DEMOCRACIA

Governadores cobram ação diplomática de Bolsonaro para garantir continuidade da vacinação

Com a preocupação de uma iminente interrupção da campanha de vacinação contra Covid-19 por dificuldades na importação de imunizantes prontos e de matéria-prima para a produção, o Fórum dos Governadores do Brasil encaminhou nesta quarta-feira, 20, uma solicitação de abertura de diálogo do Governo Federal com os países fornecedores, especialmente China e Índia.

Em ofício assinado pelo governador do Piauí, Wellington Dias, quinze gestores estaduais “solicitam a essa Presidência que seja avaliada a possibilidade de estabelecimento de diálogo diplomático com os governos dos países provedores dos referidos insumos, sobretudo China e Índia, para assegurar a continuidade do processo de imunização no País“.

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), subscreve o documento e afirmou em sua conta no Twitter que se busca nesse momento “ampliar o máximo o processo de vacinação em todo o país”. Para Fátima, “é urgente que as providências sejam tomadas, com os devidos encaminhamentos, para que as vacinações não sofram solução de descontinuidade”.

O programa de imunização no Brasil começou esta semana com 6 milhões de doses da Coronavac, importadas da China, cujo uso emergencial foi autorizado no último domingo (17) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O país, contudo, vivencia um momento de falta de perspectivas para garantia do suporte de vacinas em quantidade adequada e num prazo adequado para conseguir a proteção coletiva da população, que deve ser o objetivo central de um programa nacional de imunização.

Esta semana, sem citar diretamente o nome de Bolsonaro e do chanceler Ernesto Araújo, a médica pneumologista Margareth Dalcomo, pesquisadora da Fiocruz, fez duras críticas ao governo brasileiro e sua incapacidade de vacinar seus cidadãos. Para ela, problemas diplomáticos atrapalham a chegada de insumos, fabricados na China, para continuar a produção da vacina.

Leia também – A única justificativa para falta de vacinas é a “incompetência diplomática do Brasil”, avalia Margareth Dalcolmo

 

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