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Horta orgânica transforma vidas em São Gonçalo do Amarante

Incentivar o consumo de alimentos orgânicos sem agrotóxicos e ajudar pessoas. Foi com este objetivo que o grupo de cultura República das Artes, de São Gonçalo do Amarante, município da grande Natal, criou uma horta comunitária. Há cerca de um mês o projeto está de pé sem contar com qualquer apoio do poder público.

Segundo os organizadores, a ideia é antiga, mas o planejamento só começou há cerca de 5 meses. Moradores da própria comunidade cuidam da plantação, que tem a adubação garantida pelos dejetos produzidos por animais. Em breve vai ser possível colher coentro. Cebolinha, alface, quiabo, pimentão, tomate e rúcula já estão devidamente plantados.

“Tomei a iniciativa de podar e limpar o quintal da nossa sede. Mas a coisa não andava. Com a chegada do amigo conhecido como João de Cavuco, o projeto decolou. As sementes que usamos nos foram doadas. Já trabalhamos todo o terreno e agora conseguimos outro espaço para plantar mais. Mas nosso grupo cresceu e já encontramos dificuldades devido a falta de estrutura”, explica Lenilton Lima, que é repórter fotográfico, militante social e presidente da República das Artes.

Horta comunitária funciona na sede da República das Artes, em São Gonçalo do Amarante (foto: Lenilton Lima)

De acordo com ele, que lidera o projeto, o objetivo vai além de fomentar o cuidado com a saúde, pois o foco é também despertar o sentimento de comunidade entre os participantes e, a partir disso, angariar adeptos:

 “Nosso objetivo é trabalhar o homem em sua realidade. Então a agricultura e criação de animais de subsistência para mim foi a melhor opção. Queremos, por exemplo, retirar pessoas do alcoolismo. Um membro do projeto está se afastando, pouco a pouco, do vício”, conta.

Não é permitido o uso de qualquer agrotóxico na hora. Tudo é natural: “Não usamos produtos químicos na terra e nem veneno. Já estamos fazendo nosso próprio adubo com as fezes da cabra e das galinhas. Misturamos as folhas com as fezes dos animais, aguamos e reviramos até se tornar adubo para as plantas. Isso em um processo de dois a três meses”, explicou.

Tudo o que vem sendo produzido será doado. Mas a viabilidade das doações só será possível se parceiros se somarem:

Quanto a produção dos alimentos orgânicos produzido por nós, nesse primeiro momento vamos doar a algumas instituições. Lar de idosos, lar de crianças, colégios e famílias carentes. O objetivo é fazer o bem. Se conseguirmos apoio vamos continuar doando. Do contrário teremos que vender para dar sustentabilidade ao projeto,” conta Lenilton.

Até o fechamento desta matéria, o projeto contava apenas com a colaboração do SINAI-RN (Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN), do SINTESEF (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do RN) e da professora Fátima Pessoa, da Escola Agrícola de Jundiaí.

Quem estiver interessado em fazer uma doação para o grupo pode entrar em contato através do número (84) 98731-8500. A horta fica no quintal da sede da República das Artes, número 112, Centro, em frente à Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante.

 

 

 

 

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