CIDADANIA

IFRN tem o maior IGC entre Institutos Federais do Nordeste

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Os cursos superiores do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) alcançaram faixa 4 no Índice Geral de Cursos (IGC), dando ao Instituto o selo de “nível de excelência”. As 21 unidades potiguares juntas alcançaram a maior média entre os IFs do Nordeste. Em números, totalizou 3,0123 (faixa 4), seguido do IFBA com 2,9817 (faixa 4) e do IFPE com 2,9817 (faixa 4).

O Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram o documento anual (relativo a 2017) indicador de qualidade do ensino superior brasileiro na terça-feira (18). O Inep não divulga ranking, apenas uma planilha com todas as notas, que foram comparadas pelo próprio IFRN.

O Instituto do Rio Grande do Norte, atualmente, possui 34 cursos de nível superior, nos eixos de tecnologia, licenciatura e engenharias, oferecidos em diversos campi distribuídos em todo território potiguar.

A diretora de avaliação e regulação do ensino no IFRN, professora Tarcimária Gomes, explica que os instrumentos que subsidiam a produção de indicadores de qualidade e os processos de avaliação de cursos desenvolvidos pelo Inep são o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e as avaliações in loco realizadas pelas comissões de especialistas.

“Todos os servidores e discentes são diretamente responsáveis por esse sucesso e reconhecimento através dos processos avaliativos. Resultado do trabalho em cada uns dos campi e cursos avaliados”, considera a professora.

Participam do Enade alunos ingressantes e concluintes dos cursos avaliados, que fazem uma prova de formação geral e formação específica. Os cursos melhor avaliados em 2017 foram CST em Análise e Desenvolvimento de Sistemas de Pau dos Ferros e CST em Redes de Computadores em Natal, ambos com nota 5.

As avaliações feitas pelas comissões de avaliadores designadas pelo Inep caracterizam-se pela visita in loco aos cursos e instituições públicas e privadas e se destinam a verificar as condições de ensino, em especial aquelas relativas ao perfil do corpo docente, as instalações físicas e a organização didático-pedagógica.

Os cursos de educação superior passam por três tipos de avaliação: para autorização, para reconhecimento e para renovação de reconhecimento.

Para a professora Tarcimária, um conjunto de fatores explica o bom desempenho do instituto no RN, incluindo formação de profissionais, ensino e estrutura física.

“Temos excelentes professores pós-graduados. Os que não têm pós-graduação recebem incentivo para se capacitar, com direito a afastamento remunerado. Nossa estrutura física é também de excelência: salas de aula no tamanho adequado, com estrutura de projetor, wifi, notebook, climatizadas, com acessibilidade”, conta, detalhando que a acessibilidade é garantida em todos os ambientes da instituição, tanto o acesso físico, com rampas, elevadores, portas maiores, como também com softwares de acessibilidade nas bibliotecas, laboratórios de informática e de prática profissional.

A diretora também cita que as bibliotecas possuem o acervo necessário e previsto nos projetos pedagógicos dos cursos e são administradas por bibliotecários formados. “Os laboratórios didáticos também são equipados conforme necessário para a formação prevista nos quase 60 cursos superiores de graduação e nos mais de 200 cursos em nível médio (técnico integrado), subsequente, cursos de FIC, Pronatec e Mulheres Mil”, diz Tarcimária Gomes.

Entenda os cálculos

A avaliação considera o Conceito Preliminar de Curso (CPC) 2017 e leva em consideração todas as áreas avaliadas no Ciclo Avaliativo do Enade. Dessa forma, a avaliação apresentada se refere às áreas e aos eixos tecnológicos dos anos de 2015, 2016 e 2017.

O Conceito Preliminar de Curso (CPC) é um indicador de qualidade que avalia os cursos de graduação. Seu cálculo e divulgação ocorrem no ano seguinte ao da realização do Enade, com base na avaliação de desempenho de estudantes, no valor agregado pelo processo formativo e em insumos referentes às condições de oferta – corpo docente, infraestrutura e recursos didático-pedagógicos –, conforme orientação técnica aprovada pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes).

Os cursos que não tiveram pelo menos dois estudantes concluintes participantes não têm seu CPC calculado, ficando Sem Conceito (SC). Este foi o caso da Licenciatura em Física do Campus Natal Central que, dessa forma, receberá visita in loco no próximo ano de 2019.

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UFRN

Um total de 2.083 instituições públicas e privadas de ensino superior foram avaliadas. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte está na 61ª colocação geral. Assim como o IFRN, a Universidade está na faixa 4, com a nota 3,675.

Entre as universidades federais nordestinas, é a 4ª colocada, ficando atrás da Universidade Federal do Ceará – UFC, com nota 3,889; Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, 3,765; e Universidade Federal da Bahia – UFBA, que atingiu 3,751 na avaliação.

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Isabela Santos
Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais

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