CIDADANIA

IFRN tem recorde de finalistas na Olimpíada de História e busca financiamento para disputar o prêmio em Campinas

22 equipes aprovadas e mais de 70 alunos e professores envolvidos. Esse foi o resultado do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, campus Natal Central, na Olimpíada Nacional em História do Brasil. Mas para chegarem em Campinas, São Paulo, onde será realizado o evento, os estudantes terão de recorrer a outras iniciativas de custeio, como uma Vakinha online. Este ano, o Instituto não custeará a viagem, como nas outras edições, devido aos cortes de gastos na educação e ao grande número de aprovados para final. 

“A idéia da Vakinha surgiu assim que percebemos que éramos muitos em um contexto onde cada centavo do Instituto Federal está contado”, relata Maria Antônia de Medeiros, finalista da ONHB e aluna do campus Central. “Além da Vakinha, estamos vendendo rifas, água em concursos públicos; fizemos um bazar”, completa. 

No contexto de corte de gastos das Instituições de Ensino, especialmente as federais, o Instituto não contribuirá com os custeio de parte da viagem para os estudantes, como costumava nos anos anteriores. O IFRN possui grande histórico na ONHB, sendo uma das participantes com mais premiações em todas as edições da olimpíada. 

A história do IFRN campus Central com a ONHB é antiga: em 2017 foram sete equipes aprovadas; em 2018, nove. Já neste ano, esse número superou todas as expectativas: 22 equipes foram aprovadas para a final da olimpíada, um dos maiores resultados do Nordeste nessa fase da competição. 

“Esse quadro é fruto da capacidade e empenho dos alunos e orientadores, que buscam excelência nos desafios da Olimpíada. É uma evolução que reflete a capacidade dos alunos, mas, muito além disso, reflete a paixão da busca pelo conhecimento não só histórico, mas crítico e reflexivo, que é a marca do ensino oferecido pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte”, afirma Maria Antônia.

“A preparação para final está intensa, mas a principal é a financeira”

Nos anos anteriores, o IFRN conseguiu custear a viagem das equipes para final. Neste ano, considerando o número de equipes e o contexto de cortes na educação, essa ajuda será bem menor. “As medalhas e os títulos são a prova concreta do empenho dos olímpicos, mas não medem nem de longe o tamanho da paixão que todos nós, que participamos desta edição da ONHB, temos pela nossa história e, sobretudo, por quem nós somos”. E é exatamente essa paixão que está agregando forças para conseguirem atingir a meta final de 20 mil reais na arrecadação. 

Para contribuir, os interessados podem ajudar os finalistas por meio da Vakinha ou transferência bancária e também acompanhar os trabalhos e esforços desses alunos para conseguirem chegar à final da ONHB por meio da página do instagram (@ifrnemcampinas). 

Todas as informações podem ser encontradas no site da Vakinha.

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