CIDADANIA

Indicadores de educação avançam, mas desigualdades regionais e raciais persistem

Apesar dos avanços na alfabetização, na escolarização das crianças e jovens e no nível de instrução das pessoas de 25 anos ou mais no período entre 2016 e 2018, persistem diferenças regionais e por cor ou raça na educação. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada nesta quarta-feira (19) pelo IBGE.

Em 2018, a taxa de analfabetismo refletiu as desigualdades regionais, com números mais elevados no Nordeste (13,9%) e Norte (8%), enquanto o percentual do Sudeste era de 3,5%. O analfabetismo concentrava-se na faixa de 60 anos ou mais, atingindo 18,6% das pessoas desse grupo de idade, proporção que representa 6 milhões de idosos analfabetos.

No ano passado havia 11,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler e escrever, o equivalente a uma taxa de analfabetismo de 6,8%. Em relação a 2017, houve uma redução de 121 mil analfabetos. Entre pessoas brancas, 3,9% eram analfabetas, enquanto para os analfabetos de cor preta ou parda a taxa chegou a 9,1%.

Apesar da melhora do quadro do analfabetismo, a pesquisa mostrou que 52,6% da população de 25 anos ou mais não completaram a educação escolar básica e obrigatória em 2018, ou seja, não concluíram no mínimo o ensino médio. No Nordeste, o percentual chegava a 61,1%.

Com relação à cor ou raça, 55,8% dos brancos haviam completado, no mínimo, o ciclo básico, já entre os pretos ou pardos esse percentual foi de 40,3%. Entre as mulheres, 49,5% tinham alcançado, ao menos, o ensino médio completo e entre os homens, 45%.

Mais de 85% das crianças de 11 a 14 anos estão na série adequada

Apesar do aumento na taxa de escolarização, nem sempre a criança ou o jovem está na série adequada, o que é demonstrado pela taxa de frequência escolar líquida. Na segunda etapa do nível fundamental (6º ao 9º ano), idealmente estabelecida para o grupo de 11 a 14 anos de idade, a taxa de frequência escolar líquida no Brasil foi de 86,7%.

Em termos regionais, o Centro-Sul do país registrou taxas acima de 89%, já o Nordeste e Norte ficaram abaixo da média nacional, respectivamente, 83,4% e 79,6%. Para os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de frequência líquida era de 69,3%, em 2018. As regiões Norte (61,9%) e Nordeste (61,3%) tiveram as menores taxas.

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