OPINIÃO

Ivo Maia

A partida de um grande artista deixa tons frios na tela da vida.

Mas como a cultura eterniza seus discípulos afirmando a complexidade resultante da arte, nos apanhamos no pensar que estes não deixam sua presença entre nós, mas se transformam na presença de sua obra.

Suas preciosas obras traçadas na imersão da teoria da complexidade, em caleidoscópios de cores mágicas, de contos mágicos sobre os valores de um Nordeste transcendental, visceral, inquieto filosófico, que tanto nos encantou, encanta-se agora.

Ivo era desses que nos chamam à reflexão sobre a natureza das coisas e sobre as matas, animais e toda flora e fauna como ponto de partida para um encontro com a simetria das formas e cores que compõe os signos contidos em uma ordem da desordem. E da mais pura poesia que reabastece o encantamento do olhar sobre a condição da vida planetária cujo humano é detalhe na composição. Ivo Maia fala de uma obra maior que ele e maior que nós. Dedicava dias de afinco e dedicação ao processo de entrega e representação da natureza sob seu olhar minucioso. A forma elementar, a tradução do espírito das matas potiguares e do mundo estava sob o controle da sintonia com o cosmos.

O artista plástico Ivo Maia (foto: Vlademir Alexandre)

Tive poucas vezes a seu lado, ou na simples e humilde condição de espectador daquela propulsão de saberes, cores e poesia da sua lida.

Agora é um padrão simétrico da história da arte, eterno traço da grandeza de um artista. Compõe todos os padrões, regula desregula os padrões, recria-se como sua obra, inspirado no mágico mistério da vida.

A Ivo Maia. 

Foto: Vlademir Alexandre
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