CULTURA

Literatura invade Currais Novos até este final de semana durante Festival

Durante toda esta semana, a cidade de Currais Novos inspira seus moradores e visitantes a se aproximar da leitura e muitos questionamentos por causa do primeiro Festival Literário Curraisnovense (FLIC) que, durante oito dias, promove ações de resgate e promoção do patrimônio artístico, histórico e cultural da cidade.

Além da literatura, a direção do Festival também organizou eventos com música e artes plásticas em diversos espaços culturais do município. Durante a programação, serão realizadas oficinas literárias, saraus, apresentações teatrais, musicais e poéticas, exposições fotográficas, rodas de conversa, ações da biblioteca itinerante do Sesc, a BiblioSesc, e o lançamento de diversos livros de autores locais e da região.

O objetivo do evento é promover, incentivar e valorizar a leitura, resgatando a memória de antigos escritores, promovendo os atuais e incentivando os futuros talentos da literatura e cultura curraisnovense”, conta João Gustavo, que é vereador do Pros e um dos organizadores do Festival, junto com o também parlamentar Mattson Ranier, do PT.

Vereadores durante lançamento da Flic

Nesta quinta (25), será exibido o documentário “Currais Novos cidade centenária”. A partir das 14h, a poeta e jornalista Michelle Ferret vai ministrar uma oficina de poesia, mas para participar, é preciso se inscrever pelo link: sympla.com.br/flic2021. Essa inscrição também serve para participar das demais atividades de toda a programação.

Cortez, fundador da Editora Cortez
Michelle Ferret I Foto: reprodução redes sociais

A partir das 19h, Michelle Ferret se une a Thiago Medeiros e Marina Rabelo para dar início ao Sarau Insurgências poéticas, na Casa Mariano Coelho. A programação segue até o próximo domingo (28). Na abertura, ocorrida no domingo passado (21), foi exibido documentário sobre o editor José Xavier Cortez. Para quem não lembra, Cortez, que faleceu no dia 24 de setembro, em São Paulo, é de Currais Novos e foi o fundador da Editora Cortez. Cortez saiu aos 17 anos de Currais Novos/RN, e ingressou em 1966 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde iniciou sua carreira no mercado editorial como livreiro e editor. Durante a cerimônia, também foram homenageados os escritores Maria José Mamede e José Bezerra Gomes.

 

 

Marina Rabelo e Thiago Medeiros

O 1º Festival Literário Curraisnovense é resultado de um trabalho conjunto entre os mandatos dos vereadores João Gustavo e Mattson Ranier com a Prefeitura de Currais Novos, por meio da Fundação Cultural José Bezerra Gomes, e Governo do Estado, através da Fundação José Augusto. O apoio cultural é do Casarão da Poesia, Sistema Fecomércio por meio do Sesc, IFRN, VVC Distribuidora, Sidy’s tv e internet, ACAL, Casa de Cultura, Câmara Municipal de Currais Novos, Sebo Encanto Cordel, CCT, Cive e Lei Aldir Blanc.

PROGRAMAÇÃO

QUINTA (25.11)

 8h – Casarão de Poesia estará aberto para visitação

10h – Exibição do documentário “Currais Novos cidade centenária” produzido pela Sidy’s tv e internet e de curtas com o tema “Direitos humanos” da Rede Potiguar de Televisão

14h às 17h – Oficina de Poesia com Michelle Ferret (poeta e jornalista/Natal-RN), no Casarão de Poesia (necessário inscrição)

19h – Sarau Insurgências poéticas com Michelle Ferret, Tiago Medeiros e Marina Rabelo

Local: Casa Mariano Coelho – Rua Juventino da Silveira,136 – Centro

SEXTA (26.11)

8h – Roda de conversa com o tema: Para o jovem gostar de lei com Carlos Fialho, na Escola Estadual Tristão de Barros

9h30 – Lançamento da Frente Parlamentar do Livro e da Leitura e Decreto do Grupo de Trabalho para a construção do PML, no salão nobre da Prefeitura

15h – Bate-papo com os estudantes sobre o livro Arlindo de Luiza de Souza (IlustraLu), no IFRN com mediação de Luma Carvalho, do Casarão de Poesia – (Necessário inscrição)

17h – 3ª Feira Literária do Livro no CIVE

19h30 – Roda de conversa sobre a obra de José Bezerra Gomes com Victor H. Azevedo, Aluísio Azevedo, João Andrade e mediação de Theo Alves, na Casa Mariano Coelho – Rua Juventino da Silveira,136 – Centro

20h30 – Roda de conversa sobre Poesia Contemporânea Norte-riograndense com Victor H. Azevedo, Aluísio Azevedo, João Andrade e mediação de Theo Alves, na Casa Mariano Coelho – Rua Juventino da Silveira,136 – Centro

SÁBADO (27.11)

9h – Narração de história: Navegando no mar das histórias com Nino e Lucas

11h – Narração de histórias cantadas com o grupo Brincantos

14h30 – José Milanez em prosa e verso, por Gorete Macedo

15h30 – A poética encantada de José Lucas de Barros com Ivam Pinheiro

16h30 – Papo literário com Tarcísio Gurgel

17h30 – Apresentação do poeta Thiago Camilo

18h – Apresentação poética de Antônio Francisco

19h – Encerramento com Forró Bom da Peste

Local: Largo do Coreto

DOMINGO (28.11)

 9h – Ação Bibliosesc – Theo Alves

11h – Cortez: empreendedor de livros e afetos com Edilberto Santos

15h – A ternura poética de Maria José Mamede Galvão com Maria Maria Gomes

16h – Encontro com o autor – Ação Sesc de Literatura

17h – Literatura Infantil, com Salizete Freire

18h – Encerramento com  Francisco Betoven

Local: Largo do Coreto

Mais sobre Currais Novos

Inicialmente habitada por índios Cariris, o município de Currais Novos tem sua origem ligada ao período conhecido como Ciclo do Gado, no século XVIII. No ano de 1755, o Coronel Cipriano Lopes Galvão, vindo de Igarassu, PE, onde casara com dona Adriana de Holanda e Vasconcelos, fixou residência na “data do Totoró”, estendendo pela região do “São Bento” uma fazenda de gado. Na bifurcação dos rios Totoró e Maxinaré, confluência de vaqueiros, construiu, em 1760, uma casa e três “novos currais”, de pau-a-pique com troncos de aroeira, usados para o gerenciamento da criação, compra e venda do gado. O Coronel Cipriano Lopes Galvão morreu em 1764, deixando seis filhos.

O primeiro de seus filhos, o Capitão-Mór Cipriano Lopes Galvão (nascido em 1753), proprietário do Sítio São Bento, a pedido do pai, constrói uma capela em honra a Sant’ Ana, custeando e doando “meia légua de terra”, na ponta da Serra do Catunda, para patrimônio da santa. Em 1808, devido ao desenvolvimento agropecuário, já havia outras famílias de colonizadores fixados na região, constituindo um povoado. Assim, em 26 de julho de 1808, concluída a capela, realizou-se a primeira procissão com a imagem de Sant’ Ana (trazida do Recife), levada pelo Capitão-Mór, sua família, criados e amigos, do Totoró até a capela.

Tendo crescido a população do povoado, a Capela original já não comportava seus fiéis, por isso, em outubro de 1889, inicia-se a sua demolição para a construção de uma igreja – hoje Matriz de Sant’ Ana. Currais Novos foi Distrito de Paz do município de Acari até o ano de 1890, quando, em 15 de outubro, foi elevado à condição de município autônomo e sua sede, à categoria de vila – sendo instalado a 6 de fevereiro de 1891. Em 29 de novembro de 1920, a vila é elevada à categoria de cidade.

Quanto a sua denominação, deu-se que os famosos “currais novos”, construídos pelo Capitão-Mór Galvão, tornaram-se símbolos do desenvolvimento pastoril da região, passando a designar, com o tempo, a fazenda, a capela, o povoado, a vila, e, conseqüentemente, o próprio município.

Os currais que deram nome ao município funcionaram até 1790, também com feiras de gado e vaquejadas – disputas de corridas entre vaqueiros, o divertimento rural dos finais de semana. Após a morte do Capitão-Mór Galvão, as disputas passaram a ocorrer no Sítio São Bento, onde se construiu, em 1830, um pátio de vaquejada. Com o passar do tempo, a vaquejada torna-se uma tradição para o município, atraindo sempre, até a atualidade, inúmeros participantes e visitantes.

Com informações da Prefeitura de Currais Novos*

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