+ Notícias

Lula descarta projeto em eleição com Marina e Ciro

O ex-presidente Lula saiu da defensiva na quinta-feira (21) e, pela primeira vez, respondeu aos ataques sistemáticos que vem recebendo, especialmente do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT).

Pelo twitter, o líder petista citou Ciro e Marina Silva (Rede), deixando claro que defenderá, nas próximas eleições, um projeto distinto da dupla, ambos ex-ministros do governo dele.

Lula ainda acenou com uma eventual unidade voltada para a reconquista da democracia no país, mas eleitoralmente descartou dividir o palanque.

– A Marina escolheu outro caminho. Que Deus a abençoe. O Ciro decidiu que quer o voto de quem odeia o PT. Que vá com Deus. Se for possível construir um projeto pra reconquistar a democracia, tamo junto. Mas na eleição cada um vai tocar seu projeto”, disse.

O petista ainda afirmou que pretende ser cabo eleitoral nas próximas eleições e citou Fernando Haddad (PT) e Flávio Dino (PCdoB) como bons nomes para concorrer à presidência. O ex-presidente, na verdade, não pode se candidatar por ter sido enquadrado na lei da Ficha Limpa, que proíbe condenados em 2ª instância de disputarem cargos públicos. A defesa do petista, no entanto, ainda tenta anular o processo do tríplex do Guarujá após a série de reportagens do site The Intercept Brasil revelar um conluio entre o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores da Força Tarefa da Lava Jato no processo que condenou o ex-presidente.

Frase infeliz

Durante a semana, Lula se envolveu em uma polêmica por conta de uma frase dita por ele durante um bate-papo com o jornalista Mino Carta. Ao defender a importância do Estado em meio à pandemia, o ex-presidente declarou: “ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”, disse.

A comparação foi usada pela mídia tradicional e opositores de Lula e do PT para compará-lo a Jair Bolsonaro. Diferente do atual presidente da República, no entanto, o petista reconheceu o que chamou de “frase totalmente infeliz” e pediu desculpas:

– Usei uma frase totalmente infeliz. E a palavra desculpa foi feita pra gente usar com muita humildade. Se algum dos 200 milhões de brasileiros ficou ofendido, peço desculpas. Sei o sofrimento que causa a pandemia, a dor de ter os parentes enterrados sem poder acompanhar”, disse.

Artigo anteriorPróximo artigo
Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *