DEMOCRACIA, Principal

Lula é arrancado dos braços do povo para cumprir decisão judicial

Lula é abraçado pelo povo após discurso histórico no ABC Paulista

O povo tentou prender o ex-presidente Lula na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo antes que a Polícia Federal cumprisse a decisão Judicial, mas a defesa do petista preferiu seguir o script original. Após ser impedido de sair da entidade num carro de passeio pela população, Lula conseguiu convencer militantes que formavam uma barreira humana a deixá-lo passar.

Por volta das 18h, o ex-presidente seguiu para a sede da PF, em São Paulo, onde realizou exames de praxe no Instituto Médico Legal e, num helicóptero, foi encaminhado para o aeroporto de Congonhas, na capital paulista. De lá, o ex-presidente seguiu para a sede da PF de Curitiba, onde iniciará o cumprimento da pena.

O ex-presidente Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no processo do tríplex do Guarujá. O petista é líder em todas as pesquisas de opinião de voto para a presidência da República nas eleições de outubro deste ano.

O dia 7 de abril de 2018 já está marcado na história do Brasil. Após uma missa em homenagem à ex-primeira dama Marisa Letícia, que completaria 67 anos neste sábado, Lula fez um discurso histórico em cima de um caminhão improvisado na frente da sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, entidade na qual foi presidente nos anos 1970, em plena ditadura militar.

Durante 55 minutos, Lula voltou a ser o metalúrgico no final dos anos 70 que atacou a imprensa, em especial a Rede Globo, e as instituições burguesas do país envolvidas no golpe que retirou do poder a ex-presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente com 54 milhões de votos. O Judiciário foi um dos alvos de Lula:

“Quem quiser votar com base na opinião pública, largue a toga e vá ser candidato”, disparou.

O ex-presidente defendeu seu legado à frente do país e mostrou que, independente do que aconteça, seu nome já está cravado na história do país:

“Eu não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia. Todos vão virar Lula e andar por esse país. A morte de um combatente não para uma revolução. Não adianta achar que tudo vai parar. O meu coração baterá no coração de vocês e pelos milhões de corações dos brasileiros”, discursou.

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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