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Mais da metade da bancada federal do RN é investigada no STF

Pelo segundo consecutivo, mais da metade da bancada federal do Rio Grande do Norte está impedida de concorrer ao prêmio Parlamentar do Ano, promovido pelo site Congresso em Foco, por responder a inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Hoje, 54% dos deputados e senadores potiguares deve explicações à Justiça.

O percentual de parlamentares barrados do RN é maior que a média nacional, já que a soma dos excluídos na Câmara e no Senado, em todos os estados, chega a 36%. Juntos, quatro deputados e dois senadores potiguares respondem a 14 inquéritos criminais. Só o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) é investigado em seis processos.

Acusações vão desde corrupção passiva à lavagem de dinheiro, peculato, ocultação de valores e falsidade ideológica.

Dos senadores, apenas Fátima Bezerra (PT) concorre ao prêmio porque não responde a nenhum processo no STF. Garibaldi Alves (MDB) é investigado em 1 inquérito e José Agripino Maia (DEM) é acusado em outros 4. O caso de Agripino Maia é ainda mais grave porque a Justiça aceitou a denúncia em dois processos e transformou o senador potiguar em réu.

Já na Câmara Federal, só quem está no primeiro mandato pode concorrer ao prêmio. A deputada Zenaide Maia (PHS) e os deputados Rafael Motta (PSB), Beto Rosado (PP) e Antônio Jácome (Podemos) estão na disputa. Já Walter Alves (MDB), Felipe Maia (DEM), Fábio Faria (PSD) e Rogério Marinho (PSDB) são investigados.

A votação pela internet está aberta e segue até 31 de julho. Os vencedores serão anunciados na cerimônia de premiação em 13 de agosto.

Além dos processos, também chama a atenção a postura em bloco do grupo. Todos os investigados votaram a favor do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, do congelamento dos investimentos em saúde e educação por 20 anos, da reforma trabalhista e também votaram ou se manifestaram contra o prosseguimento do pedido de impeachment relacionado a Michel Temer.

Essa é a 11ª edição do Prêmio, já tradicional entre os congressistas. A premiação é entregue ao deputado(a) ou senador(a) melhor avaliado por meio de uma votação popular pela internet. Dois critérios são excludentes. Além da pendência judicial no STF, o regulamento determina que, para participar da votação, o parlamentar deve ter exercido o mandato durante, pelo menos, 60 dias.

Saiba Mais sobre os inquéritos e as acusações contra cada parlamentar do RN:

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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