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Mais da metade da bancada federal falta à reunião com reitores no RN

Apenas quatro dos 11 parlamentares da bancada federal do Rio Grande do Norte, na Câmara Federal e no Senado compareceram à reunião com os reitores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade  Federal do Semiárido (UFERSA) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN).

Os deputados Rafael Motta (PSB), Natália Bonavides (PT) e Benes Leocádio (PRB), além do senador Jean Paul Prates (PT), juntaram-se ao representante do senador Styvenson  Valentim (PODE), Adryano Rocha Barbosa, para receber o documento elaborado pelas instituições de ensino superior explicando o bloqueio de 30% no orçamento na Educação. A formação docente ampliada e o índice crescente de publicações científicas, formação na pós-graduação, projetos de pesquisa e extensão também são detalhados, assim como a quantidade de cursos oferecidos exclusivamente por essas instituições.

O documento traça um resumo de ações de cada instituição no Rio Grande do Norte, com a promoção a educação, e o desenvolvimento econômico e social. Segundo os dados das instituições, 36% da população de estudantes matriculados no ensino superior no estado vêm da UFRN, UFERSA e IFRN.

A reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, ressaltou que o trabalho administrativo das Instituições Federais de Ensino Superior é monitorado sistematicamente pelos órgãos de controle e dessa forma exercem uma gestão financeira de forma racional e equilibrada. A própria UFRN é destaque no ranking elaborado recentemente pelo Tribunal de Contas da União (TCU), onde a universidade obteve o terceiro melhor índice de governança e transparência entre as IFES brasileiras. Na categoria gestão de pessoas, a UFRN é a primeira colocada entre 117 instituições avaliadas. “Esses resultados mostram nossa atuação de maneira planejada e o aperfeiçoamento das gestões. Também estamos no topo em relação à qualidade da nossa governança”, afirmou a reitora, ao esclarecer o compromisso administrativo das instituições.

Os cortes representam um forte impacto sobre os orçamentos das IFES no RN de aproximadamente R$ 109 milhões, distribuídos em R$ 21 milhões para capital de investimento em obras, aquisição de livros, entre outros, e R$ 78 milhões para custeio com pagamentos de terceirização, água e energia.

A bancada federal se comprometeu a realizar ações como a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades e dos Institutos Federais, além levar o debater sobre o assunto na Comissão de Educação, que nesta quarta-feira, 15, terá participação do Ministro da Educação.

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