TRABALHO

Mais de 170 mil potiguares procuram emprego formal ou informal no RN

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De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entre os 84,4 milhões de trabalhadores do país, cerca de 19 milhões estavam afastados no mês de maio, desses, 9,7 milhões sem remuneração. No mesmo mês, cerca de 16,8% dos trabalhadores da região Nordeste estavam sem remuneração.  O Nordeste apresentou o maior percentual (26,6%) de pessoas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social, enquanto a região Sul foi a menos afetada (10,4%).

O percentual de trabalhadores sem ocupação no Nordeste equivale a 5 milhões de pessoas. Desses, 16,8% dos trabalhadores da região não tem qualquer remuneração.

No Rio Grande do Norte, 29% das pessoas não ocupadas não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na
localidade onde moram. Esse percentual representa 420 mil norte-riograndenses. Entre os estados do Nordeste, essa é a segunda menor
proporção. Só a Paraíba (27%) tem um percentual menor.

A taxa de desocupação no RN foi de 12,3% em maio, a terceira maior do Nordeste e sexta maior do Brasil. São 173 mil potiguares em busca de trabalho formal ou informal.

Uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Covid-19 constatou que em maio 27,9% da população ocupada – cerca de 18 milhões de pessoas – trabalharam menos do que em sua jornada habitual, enquanto cerca de 2,4 milhões de pessoas trabalharam acima da média habitual. A média semanal de horas efetivamente trabalhadas (27,4h) no país ficou a baixo da média habitual (39,6h).

Ainda em maio, 38,7% dos domicílios do país receberam algum auxílio monetário do governo relacionado à pandemia, no válor médio de R$ 847. Mais da metade dos domicílios das regiões Norte e Nordeste receberam esse tipo de auxílio. No mesmo mês, 24 milhões de pessoas apresentaram sintomas associados à Covid-19 e a região norte mostrou o maior percentual (18,3%) de pessoas nessa condição.

A PNAD COVID19 estimou que o país tinha, no terceiro mês de pandemia, 160,9 milhões de pessoas com 14 anos ou mais de idade, a chamada população em idade de trabalhar. A população na força de trabalho era de 94,5 milhões, dos quais 84,4 milhões eram ocupados e 10,1 milhões desocupados.

O total de desocupados ficou em 10,1 milhões de pessoas e a taxa de desocupação chegou a 10,7%. As taxas das regiões foram: Centro-Oeste (11,4%) Nordeste (11,2%), Norte (11,0%), Sudeste (10,9%) e Sul (8,9%). A taxa de desocupação entre as mulheres (12,2%) foi maior que a dos homens (9,6%).

No RN, 7,3% da população teve sintoma gripal em maio

O Rio Grande do Norte tem a segunda menor proporção de pessoas com algum sintoma gripal do Nordeste, 7,3%, o que equivale a 258 mil habitantes. Essa é a quarta menor proporção do Brasil, na frente apenas de Mato Grosso do Sul (5,9%), Piauí (5,6%) e Mato Grosso (5,4%). Do total de pessoas com sintomas no RN, 21,3%, 55 mil foram a algum estabelecimento de saúde.

Um em cada quatro domicílios potiguares com idoso tem morador com sintomas da covid-19. O percentual de domicílios com idoso e com ao menos um morador com sintomas referenciados conjugados de covid-19 foi 24,6%. Considera-se que apresentou sintomas conjugados as pessoas que tiveram perda de cheiro ou sabor ou tosse; febre e dificuldade para respirar; ou febre, tosse e dor no peito. Bahia (16,2%) e Roraima (16,1%) apresentaram os percentuais mais baixos de domicílio nessa condição.

Informais 

O Rio Grande do Norte tem a menor taxa de informalidade do Norte e Nordeste: 39,2%. Em números absolutos, são 483 mil informais. “O baixo índice de informalidade, nesse caso, não significa crescimento do mercado formal no período de pandemia, mas pode representar consequência da saída de muitas pessoas do trabalho informal da força de trabalho, ou seja, simplesmente pararam de trabalhar ou procurar trabalho no mês de maio”, ressalta Flávio Queiroz, Supervisor de Disseminação de Informações do IBGE no Rio Grande do Norte.

Mais da metade dos domicílios do RN, 53%, tiveram algum morador que receberam auxílio emergencial. A média do rendimento proveniente do auxílio emergencial recebido pelos domicílios foi R$ 888,00. No Nordeste, 54,8% dos domicílios tiveram recebimento do auxílio, que correspondeu, em média, a R$ 907,00.

O Amapá foi o estado com média mais alta do valor recebido de auxílio por domicílio R$ 1.028,00 e o maior percentual de residências onde moradores recorreram ao auxílio (61,8%).

 

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