OPINIÃO

Mais de 400 mil mortos e o “CPF cancelado”: um país vítima do delírio fascista

Bolsonaro, o Mandrião do Planalto, anda meio nervosinho. No início da semana, numa de suas patéticas aparições, agrediu uma jornalista que lhe indagou sobre uma foto publicada por ele, onde expunha a infame frase “CPF apagado”, que no submundo da violência significa “bandido morto”, ou seja, o presidente da república, eleito por 57 milhões de pessoas, lançou mão de uma gíria das milícias e dos grupos de extermínio e, ao ser questionado, perdeu as estribeiras.

Alguém, nesse país, viu, em alguma ocasião, desde o começo da pandemia, em março do ano passado, esse cidadão demonstrar algum tipo de empatia pelos que faleciam vitimados pelo vírus? Alguém viu, no decorrer desse pesadelo, viu esse presidente lamentar a morte das pessoas? Alguém viu, ao longo de 2020, esse presidente ir a algum hospital, fazer alguma live com os guerreiros da Saúde, enaltecendo os trabalhos deles?

Para todas essas perguntas a resposta é não. O presidente passou o ano fazendo piadas, dizendo que era uma “gripezinha”, que “todos morrem um dia”, que “não era coveiro” e por aí vai, numa demonstração de canalhice inconcebível com a função que ele desempenha. Caberia ao presidente ter um comportamento minimamente civilizado, mas isso é, em se tratando do Mandrião, pedir demais.

A caterva ministerial, verdadeiros lacaios, copiam as atitudes rasteiras do seu “duce”, tanto que o falastrão Guedes, o “timoneiro” que conduziu o país ao maior desastre econômico da nossa história, num surto de imbecilidade disse que o vírus era, de fato, “chinês”, e que suas vacinas simplesmente não prestavam e isso foi dito dia 27 numa reunião do Conselho de Saúde Suplementar, ou seja, o “grande economista” Guedes segue o delírio do “duce”.

Aliás, delírio parece ser a marca dessa chusma, e tivemos, na Terra de Poti, um exemplo disso, quando um deputado federal, aliado do presidente, resolveu ultrapassar os limites do ridículo, e inaugurou, quase solenemente, um outdoor, com a figura patética do presidente, na cidade de Upanema.

Nunca se viu na história desse país, mesmo nos tempos da República Velha, um governo tão esculhambado, sem rumo e prumo, levando país ao abismo sanitário e sem nenhuma solução para combater, nem a pandemia, e muito menos a devassidão econômica em que se encontra o país.

Nas próximas semanas veremos o Mandrião cada vez mais surtado, lançando mão de sua horda para tentar chafurdar a “CPI do Genocídio” que, se for bem-feita, mostrará ao país e ao mundo, um governo criminoso, incompetente e totalmente corrompido, e provavelmente teremos que ver seus surtos, cada um mais tresloucado que outro.

Ultrapassamos a marca de 400 mil mortes, com o governo ameaçando colocar o Exército nas ruas para puxar o povo de dentro de casa e ir de encontro a morte, ou seja, o BraZil realmente virou um circo dos horrores.

 

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