DEMOCRACIA

Malafaia cobra Fabio Faria e outros dois ministros por manifestação a favor de indicação de evangélico para vaga no STF

O pastor evangélico Silas Malafaia publicou um vídeo no canal próprio do YouTube em que cobra os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Fábio Faria (Comunicação) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo) por manifestações de apoio à indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Demonstrando irritação, o líder religioso alega, no vídeo, que o ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública não é indicação dos evangélicos, mas do próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele lembra que a indicação foi uma promessa do mandatário, de colocar alguém “terrivelmente evangélico” no STF. Dessa forma, sugere que é natural que os representantes religiosos tenham participado da escolha.

“O presidente nos perguntou se ele era alguém terrivelmente evangélico. A indicação é do presidente Jair Messias Bolsonaro”, esbravejou Silas. O pastor também diz que os ministros palacianos são obrigados a defender a indicação do presidente.

Sobre o ministro potiguar Fabio Faria, o Malafaia destaca ter proximidade com ele, e diz já ter ouvido do chefe da pasta de Comunicação

“Você é obrigado a emitir uma nota clara de apoio ao André Mendonça”, direciona-se Silas a Faria. O pastor continua: “Os ministros palacianos são políticos. Ele, ministro Ciro Nogueira, que é da Casa Civil, e a ministra Flavia Arruda, que é da Secretaria de Governo, são obrigados a emitirem nota e a trabalharem pela indicação do presidente”.

Na sequência, o pastor diz que se as autoridades não quiserem trabalhar pela nomeação de Mendonça, devem sair das posições que ocupam no governo.

“Não querem? Cai fora daí. Não podem estar nesse lugar”, exclama o pastor.

Confira o vídeo:

 

André Mendonça foi o nome indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga do ex-ministro Marco Aurélio Mello. Para assumir a vaga, Mendonça precisa ser sabatinado na Comissão de Constituição de Justiça e seu nome deve ser aprovado em plenário, no Senado. Esse processo está parado, já que a arguição de Mendonça precisa ser agendada por Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da comissão que ainda não designou nem mesmo relator para o processo.

No último domingo, 10, o chefe do Executivo reclamou da demora para o agendamento da sabatina. Em fala para apoiadores em Guarujá (SP), Bolsonaro falou que a decisão de escolha do ministro não cabe a Alcolumbre, mas ao presidente. O mandatário também ressaltou ter sido um apoiador do parlamentar. “Teve tudo que foi possível durante dois anos comigo e de repente ele não quer o André Mendonça”, criticou. As informações são do portal Metrópoles.

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