DEMOCRACIA

Mandetta admite que deixará Ministério da Saúde: “já chega”

Com 1.736 mortes e 28.320 casos da Coivid-19 confirmados, o Brasil enfrenta a crise sanitária na expectativa de desfecho de uma outra crise, interna, dentro do Ministério da Saúde. Nesta quarta-feira, 15, em mais uma atualização dos dados da pandemia no país, o ministro Luiz Henrique Mandetta, concedeu entrevista coletiva em tom de despedida.

Em entrevista a VEJA logo após a coletiva, o ainda ministro da Saúde admitiu que deixará o Governo:

“São 60 dias nessa batalha. Isso cansa! Já chega, né? Já ajudamos bastante”. 

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) procura o nome de um substituto para Mandetta, o ministro da Saúde mantém o discurso de enfrentamento ao mandatário no combate ao coronavírus. Na condução, talvez da última coletiva à frente da pasta, Mandetta, acompanhado do secretário-executivo, João Gabbardo, e do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, fez um balanço das ações do ministério para conter o avanço da pandemia no Brasil.

Mais cedo, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, enviou carta pedindo demissão. No documento, anuncia aos funcionários que saída de Mandetta se dará “nas próximas horas ou dias”, e afirma “finalmente chegou a hora da despedida”.

O ministro, contudo, não aceitou o pedido. “Entramos juntos e sairemos juntos”, afirmou, referindo-se aos dois secretários.

Ainda que certa, a retirada de Mandetta do posto pode ter um custo alto ao governo. Nova pesquisa do Atlas Político, 76% da população brasileira é contra a demissão do ministro. O levantamento também traz os primeiros efeitos da crise. 51,6% dos entrevistados dizem que já perderam renda e outros 12,3% afirmam que perderam o emprego.

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