CIDADANIA

Manifestantes voltam às ruas de Natal nesta terça por auxílio emergencial e vacina para todos

Manifestantes voltam a ocupar as ruas na manhã desta terça-feira (23) pela retomada e continuidade do pagamento do auxílio emergencial no valor de um salário mínimo até o fim da pandemia e pela vacinação contra a Covid-19 para todos.

A manifestação está sendo chamada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) em todo país. Na capital potiguar, o protesto está marcado para às 9h, no cruzamento da avenida Rio Branco com a rua João Pessoa.

Depois de dois dias consecutivos de protestos neste fim de semana em todo o país, o presidente Jair Bolsonaro volta a ser o principal alvo das críticas dos manifestantes. Segundo os organizadores, o fim do auxílio emergencial pago pelo governo federal tem deixado famílias na miséria.

O benefício começou a ser pago em abril do ano passado e foi encerrado em dezembro. O auxílio, que teve cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300, foi concedido a cerca de 67 milhões de brasileiros. Uma nova rodada de pagamentos está sendo estudada pelo governo federal, mas para os manifestantes o valor entre R$ 200 a R$ 250, negociado entre Congresso Nacional e o governo, é insignificante diante do avanço da pobreza no país. MLB reivindica o valor de um salário mínimo.

Quase 27 milhões de pessoas começaram o ano de 2021 na condição de extrema pobreza. São brasileiros obrigados a sobreviver com R$ 8,20 por dia ou R$ 246 por mês. O Brasil já contabiliza 14 milhões de desempregados.

No Rio Grande do Norte, sem a manutenção do auxílio emergencial, 314 mil pessoas deverão voltar à miséria, passando a sobreviver com renda mensal per capita de R$ 7,60, segundo o instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto o Governo Bolsonaro enche sua família e os militares de privilégios, o povo brasileiro é abandonado sem oxigênio, sem auxílio e sem emprego”, afirma o MLB na convocação do ato.

Os manifestantes também pedem mais velocidade e a ampliação da vacinação contra a Covid-19. No Rio Grande do Norte, um pouco mais de um mês após o início da imunização, 83.282 pessoas foram vacinadas, o que representa 2,36% da população.

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