CIDADANIA

Manual orienta jornalistas na cobertura de atos terroristas

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) produziu um manual para jornalistas sobre a cobertura de terrorismo, escrito pelo escritor e jornalista belga Jean-Paul Marthoz.

Divulgada em agosto, a publicação foi traduzida para o Dia Internacional de Lembrança e Tributo às Vítimas do Terrorismo e elaborada para ajudar os profissionais da imprensa a realizar seu trabalho, evitando o risco de colaborar para que terroristas atinjam o objetivo de dividir sociedades e colocar as pessoas umas contra as outras.

A publicação busca aumentar a conscientização de jornalistas sobre a necessidade em tomar cuidados e de examinar com cautela as fontes que irão citar, em quais mensagens confiar e como contextualizar a informação que transmitem, apesar da pressão para se conquistar leitores, espectadores e ouvintes.

Além do português, a publicação também já está disponível em inglês e francês. Em suas mais de 110 páginas, o relatório examina os desafios de reportagens equilibradas sobre um assunto inevitavelmente volátil e emotivo.

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Com inúmeros exemplos tirados de fatos reais, o manual também aborda dificuldades quanto à maneira que jornalistas falam sobre vítimas do terror, lidam com boatos, reportam investigações de autoridades, conduzem entrevistas com terroristas e relatam seus julgamentos.

Um capítulo é dedicado a problemas relacionados à segurança de jornalistas, incluindo sequestros e traumas que podem ocorrer.

A publicação pode ser visualizada em português aqui

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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