ENTREVISTA

Me Representa: Alexandre Guedes (PSTU) é voz contra privilégio de bancos e empresários do transporte

Para Alexandre Guedes, defender um programa socialista, com os trabalhadores e setores oprimidos pelo poder é possível através de uma governança conjunta! Com conselhos populares e espaços onde as pessoas decidam diretamente, sem intermediários, os rumos de Natal.

Não vamos governar como os demais candidatos fazem, junto com a burguesia e contra os trabalhadores. Vamos governar Natal em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra os privilégios de bancos, grandes comércios e empresários dos transportes. Sem isso, é impossível melhorar a vida da maioria da população”, defende Alexandre, que concorre a uma vaga na Câmara Municipal de Natal pelo PSTU com o número 16789. Ele é o nosso entrevistado desta sexta (23) na série Me Representa!

A série de entrevistas da Agência Saiba Mais para as Eleições 2020 propõe oferecer espaço ao debate para candidaturas de grupos subrepresentados no legislativo municipal, como negros e negras, LGBTQIA+, mulheres, população em situação de rua e periferias.

Cada convidado tem 30 segundos para se apresentar e um minuto para responder a cada pergunta. As entrevistas serão divulgadas todos os dias, a partir das 18h, tanto no portal quanto no canal no Youtube da Agência Saiba Mais. Para receber tudo em primeira mão, inscreva-se em nosso canal!

Confira a entrevista!

Agência Saiba Mais – Quem você representa?

Alexandre Guedes Me considero, assim como o nosso partido, o PSTU, representante dos interesses da classe trabalhadora e demais setores explorados e oprimidos, como mulheres, negros (as) e LGBT’s. Particularmente, tenho uma vida na militância política e sindical de mais de 30 anos, lutando junto aos servidores públicos e em defesa dos serviços públicos. Sou servidor do DETRAN-RN, mas tenho atuação nas diversas categorias de trabalhadores do setor público do estado, como Administração Indireta do RN, saúde, educação e outras esferas do funcionalismo. A defesa do SUS, da previdência pública, dos concursos públicos, da valorização dos servidores e contra a privatização tem sido o espaço de luta que mais tenho dedicado minha militância. Aliado a isso, também tenho me dedicado à formação política dentro do movimento sindical, ministrando cursos sobre concepção sindical, combate às opressões, assédio moral e socialismo.

Como pretende atuar para ampliar a participação política de grupos minoritários?

O PSTU é um partido que propõe um governo com ampla participação daqueles que, após as eleições, são esquecidos pela grande maioria dos políticos. Nosso governo só terá sentido com a participação dos trabalhadores e demais grupos oprimidos através dos Conselhos Populares. Portanto, um mandato de vereador e ou uma prefeitura do PSTU estará a serviço da organização e das lutas de nossa classe, e dentro delas, estarão mulheres, negros (as), LGBT’s, portadores de deficiência e desempregados (as), para que políticas de interesses desses setores possam ser implementadas. Hoje, tanto a Prefeitura de Natal como os gabinetes dos vereadores da Câmara Municipal são, na maioria dos casos, verdadeiros balcões de negócios dos ricos, empresários dos diversos setores da economia, que querem aumentar seus lucros acima dos direitos de quem trabalha e vive nas cidades. Um mandato nosso, por exemplo, será uma trincheira das lutas dos trabalhadores. Por isso, mantemos firme nosso princípio de independência de classe, que é a independência financeira de nosso partido e, consequentemente, de nossas candidaturas. Não recebemos e não aceitamos dinheiro dos ricos empresários que compram mandatos para governarem a cidade para seus interesses. Nossa atuação prioritária será na organização dos Conselhos Populares, com ampla participação dos grupos minoritários de nossa sociedade que são parte da classe trabalhadora.

Como deve ser conduzida a discussão sobre o plano diretor de Natal? Quais os principais pontos?

Junto com quem mora e trabalha na cidade, ou seja, com a grande maioria do povo. Como? Os Conselhos Populares serão os principais palcos para essa discussão. Hoje os representantes de empresários, dirigentes políticos e alguns poucos técnicos se reúnem em hotéis e espaços onde os mais interessados em ter uma cidade boa para morar, trabalhar, viver, ficam de fora. Os principais pontos devem ser a moradia para todos, com saneamento. Em cada local, deve ter estrutura de educação, com creches, escolas e postos de saúde funcionando. Enfim, devemos construir uma cidade, cujo plano diretor esteja a serviço daqueles que geram a riqueza da cidade, os trabalhadores. E não como é hoje, com o plano diretor servindo para atender aos interesses de meia dúzia de grandes empresas imobiliárias que constroem para os ricos. Queremos uma Natal para os trabalhadores e o plano diretor será uma construção coletiva, junto aos que fazem a cidade funcionar.

Quais suas propostas para o transporte público e a mobilidade urbana?

Como o nome já diz: transporte público. Nossa proposta é romper com o SETURN, que é o sindicato dos empresários dos ônibus. Vamos cobrar as dívidas milionárias desse setor (cerca de 64 milhões), que só traz prejuízo à cidade e a seus moradores. Defendemos a construção de uma empresa estatal para cuidar do setor, revitalizar os trens e VLTs para desafogar o trânsito e assim garantir mobilidade urbana para todos. Em 2013, apresentamos um estudo, numa cartilha sobre mobilidade urbana, e constatamos que 40% das viagens em nossa cidade e grande Natal eram feitas a pé. Cadê o direito de e vir? Defender transportes públicos mantendo essa mamata dos empresários de ônibus controlarem o sistema é pura demagogia. Quem defende isso está mentindo para a população. Temos que enfrentar esse setor. E nós vamos organizar a população e lutar juntos para termos um transporte digno para nosso povo.

Qual Natal você quer construir?

Uma Natal Socialista. Construir uma cidade socialista é um passo para construir uma grande Natal, um estado, um país socialista. E construir o socialismo é construir uma sociedade que derrube o capitalismo, causador de tanta miséria, fome e dor para milhões de seres humanos. Hoje o conhecimento técnico e científico existente no planeta permite essa transformação. Podemos ter uma cidade com uma jornada de trabalho menor, abrindo vagas para quem não tem emprego. As cidades podem e devem ser locais para viver bem, onde os mais velhos e os mais novos tenham o prazer de morar, usufruindo daquilo que construíram por toda uma vida dedicada ao trabalho. Jovens e crianças precisam de uma cidade com educação, cultura, lazer e esporte, com um presente e um futuro plenos, como deve ser a vida! Natal já é linda por natureza, mas é preciso fazer de Natal uma cidade em que viver não seja um pesadelo para a maioria, mas um prazer. Infelizmente, esse é um direito dado apenas a alguns poucos privilegiados pelo poder econômico e político vigente. Vamos mudar isso.

Confira o vídeo da entrevista:

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