ENTREVISTA

Me Representa: artista Miguel Carcará disputa vaga na Câmara Municipal de Natal pelo PDT

Miguel Neves Santos Silva é Miguel Carcará, grafiteiro, militante da cultura hip hop, pedagogo, orientador social e candidato a vereador de Natal pelo PDT nas Eleições 2020, com o número 12.008.

O artista falou na série “Me Representa”, da Agência Saiba Mais, que sua intenção é, ao chegar à Câmara Municipal, trabalhar principalmente pelas comunidades periféricas, de onde vem e para quem direciona suas ações.

Na série, cada candidato tem 30 segundos para se apresentar e um minuto para responder a cada pergunta. As entrevistas são divulgadas todos os dias, a partir das 18h, tanto no portal quanto no canal da Agência Saiba Mais no Youtube. Para receber tudo em primeira mão, inscreva-se em nosso canal!

Confira entrevista completa:

Agência Saiba Mais: Quem você representa?
Miguel Carcará:
Tenho um trabalho desenvolvido em várias comunidades referente a educação, a arte nas escolas públicas da cidade, em ambientes escolares e não escolares, nos Ceducs,… E hoje venho aí candidato a vereador, representando não só a classe artística, mas a classe artística periférica e várias comunidades. A gente vem representando vários problemas sociais do qual a gente é fruto e vem passando por todos os anos. É bem legítima a representação que a gente vem fazendo.

Como pretende atuar para ampliar a participação política de grupos minoritários?

Em nosso mandato, a gente pretende ampliar a participação de grupos periféricos dentro da política, porque na verdade a nossa proposta é levar a política pública direto a essas pessoas. Fazer esse canal, fazer com elasse conectem direto a isso. A gente vê que existem várias políticas públicas criadas em diversas áreas, mas, que muitas vezes, não conseguem chegar a essas pessoas. E dentro das periferias de Natal tem vários mobilizadores, vários agentes sociais de grande importância. Então, a prioridade é levar essa política pública até as pessoas. Isso é muito importante pra nós.

Como deve ser conduzida a discussão sobre Plano Diretor de Natal? Quais os principais pontos?

Essa questão do Plano Diretor, eu entendo que tem que ser uma discussão mais ampla, porque tem que se enxergar as necessidades das pessoas que ali estão, nos locais que vão sofrer determinadas interferências. A gente pensa em discutir isso de uma forma bem aberta, na qual as periferias também sejam vistas como prioridades. A nossa luta é pra estruturação de várias comunidades Natal nas periferias, não só nessa parte de infraestrutura, mas também na educacional, cultural, artística. Tudo isso é um conjunto. Não tem ocmo eu me sentir bem se minha rua tá esburacada, se o posto de saúde não funciona, se não tem acesso a cultura no bairro, se não existem outras coisas. É isso que a gente quer discutir junto ao Plano Diretor da cidade, porque quando se fala em cidade não se fala só dos prédios, mas da vida das pessoas que ali estão.

Quais suas propostas para o transporte público e a mobilidade urbana?

A questão do transporte público é um problema muito sério aqui na cidade e a gente pretende discutir um transporte público que atenda à população de Natal e que tenha, claro, um preço justo. A gente vê que Natal é uma das únicas cidades do Nordeste que o ônibus para às 10 horas da noite. Ainda tem diversos problemas. As avenidas têm que ser melhoradas. Muita coisa tem que ser melhorada nessa discussão do transporte público, envolvendo também a acessibilidade. Se a gente quer uma cidade acessível, se a gente quer uma cidade viva, a gente vai precisar discutir essa parte que é bastante importante: o acesso das pessoas à cidade, a sua ida e vinda. A pessoa ter o direito à circulação na cidade é uma das pautas que a gente tem sim que discutir e levar adiante.

Que Natal você quer construir?

Queremos construir uma cidade na qual as pessoas se sintam representadas, se sintam bem em transitar pela cidade, na qual as pessoas se sintam à vontade. Uma cidade, cultural, artística, uma cidade potencializada, que as periferias possam se potencializar cada vez mais no empreendedorismo e em vários outros pontos. A gente pretende também criar pontos de potencialização na cidade, onde vai envolver muito a cultura urbana. A gente precisa trazer essa produção cultural pra perto da gente e estar perto da produção também é de suma importância. Eu acho que a cidade que a gente quer construir é uma cidade acessível, uma cidade justa, uma cidade boa pra se transitar, uma cidade que tenha potencialidades à mostra, uma cidade que as pessoas se sintambem em viver nela. Uma Natal bonita, uma Natal legal, uma Natal da qual a gente sinta orgulho.

 

Artigo anteriorPróximo artigo
Isabela Santos
Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *