ENTREVISTA

Me Representa: com trajetória em movimento estudantil, Yara Costa é candidata a vereadora em Natal

Yara Costa (PT) tem 24 anos e é candidata a vereadora em Natal com o número 13.000. Formada em Gestão de Políticas Públicas, ela é presidenta da União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Norte.

Yara é a entrevista deste sábado (24) no “Me Representa”. A série de entrevistas da Agência Saiba Mais para as Eleições 2020 propõe oferecer espaço ao debate para candidaturas de grupos subrepresentados no legislativo municipal, como negros e negras, LGBTQIA+, mulheres, população em situação de rua e periferias.

Cada convidado tem 30 segundos para se apresentar e um minuto para responder a cada pergunta. As entrevistas serão divulgadas todos os dias, a partir das 18h, tanto no portal quanto no canal da Agência Saiba Mais no Youtube. Para receber tudo em primeira mão, inscreva-se em nosso canal!

Confira entrevista completa:

Agência Saiba Mais: Quem você representa?

Yara Costa: Acho que falar quem eu represento é muito difícil porque na minha trajetória tem mulheres negras, gente de periferia e de vários bairros de Natal, professores, estudantes, LGBTs… enfim, uma série de pessoas e segmentos que estão unificados dentro de uma luta em comum: eleger uma candidatura de origem humilde e que tenha como objetivo trabalhar para as periferias de Natal.

Como pretende atuar para ampliar a participação política de grupos minoritários?

A participação popular dos grupos minoritários da nossa cidade pode ser fortalecida através de um fórum dos conselheiros comunitários que existem em cada bairro, porque dessa forma a gente vai conseguir discutir a realidade de cada periferia, de cada comunidade e de cada zona e assim levar os problemas dos bairros para dentro da Câmara Municipal e consequentemente para a Prefeitura para que ela possa executar as demandas, ouvindo os problemas que tem na nossa cidade de forma transparente e também com pé no chão.

Como deve ser conduzida a discussão sobre Plano Diretor de Natal? Quais os principais pontos?

O Plano Diretor, por ser uma das principais ferramentas de organização do espaço urbano, tem que ser um momento de amplo debate e também tem que haver muita divulgação em torno do que ele é. Muitas pessoas não sabem do que se trata o Plano Diretor e a participação nas conferências e no Concidade se resumem à gente que é de movimento social, já engajado; pessoas que são da prefeitura ou do setor empresarial, com seus interesses bem colocados em relação à ocupação do solo urbano.

Então a gente precisa de pesquisas de porta em porta. Debates dentro das comunidades onde o Plano Diretor vai afetar, como, por exemplo, aqui na Brasília Teimosa, onde muitas pessoas não sabiam do que se tratava o Plano Diretor nem da intensão de remoção das comunidades para que se construísse grandes prédios.

A mobilização que foi feita pela Câmara Municipal junto com alguns representantes de Conselhos Comunitários ainda assim foi insuficiente. Precisamos de uma outra pegada de debate, uma outra pegada de participação para que de fato a gente consiga alcançar o maior número de pessoas possível.

Quais suas propostas para o transporte público e a mobilidade urbana?

O transporte público é um dos maiores problemas de Natal. Como proposta nós temos que primeiro revisar o contrato da Seturn com a prefeitura. A gente precisa abrir a caixa preta da Seturn para que possamos propor uma nova tarifa mais acessível para o ônibus aqui de Natal. Precisamos melhorar as condições das estações dos trens e VLT e integrar nos bairros tanto as linhas de ônibus como as linhas de trem também, que retornem os circulares que rodavam dentro dos bairros de forma gratuita e implementar um sistema de transporte que funcione de madrugada.

Que Natal você quer construir?

Eu quero construir uma Natal onde a gente tenha um comércio local e um turismo comunitário forte, onde possamos potencializar, desenvolver e valorizar os espaços públicos que estão abandonados e principalmente que criemos e fortaleçamos a nossa identidade enquanto natalense.

É assim que nós vamos construir uma cidade competitiva em relação ao comércio, que vai atrair muitos turistas e que vai conseguir se desenvolver economicamente de forma sustentável. Dá para fazer muita coisa em Natal! As pessoas falam que Natal não tem nada, mas Natal tem muita coisa! Basta a gente querer olhar para dentro e deixar de trazer exemplos de outros estados e de outros países para implementar na nossa cidade.

 

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Isabela Santos
Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais

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