ENTREVISTA

Me Representa: conheça a “Bancada Coletiva 50100”, do Psol

A partir desta terça (13), a Agência Saiba Mais começa a publicar uma série de entrevistas com as candidatas e candidatos à Câmara Municipal de Natal. A proposta é dar espaço ao debate e aos grupos subrepresentados no legislativo, como no caso de negros e negras, LGBTQIA+, mulheres, população em situação de rua e periferias.

As entrevistas serão divulgadas todos os dias, a partir das 18h, tanto no portal quanto no canal do youtube da Agência Saiba Mais. A entrevista de hoje (13) será com a “Bancada Coletiva 50100”, do Psol. A chapa é formada por três mulheres e dois homens: Cíntia Fernanda, Shirley Soares, Deth Haak, Luciano Falcão e Joka Lima. Eles moram no mesmo bairro – praia – conjunto e vila de Ponta Negra, Zona Sul de Natal.

Agência Saiba Mais – Quem vocês representam?

Chapa Coletiva – Nós representamos comunidades tradicionais, esportistas, pescadores, causas ambientais, educação infantil, nós representamos as minorias, os excluídos, aqueles que são vítimas do sistema que tem o lucro como único objetivo.

ASM – Como pretendem atuar para ampliar a participação política de grupos minoritários?

CC – Olha, uma pergunta muito interessante porque colocar direito de pessoa pobre e excluída em prática é uma verdadeira maratona. Mas a prática que nós acumulamos em movimentos sociais nos ensina a dialogar com essas comunidades entendendo a essência do seu problema para poder bem representa-las perante as autoridades competentes e aquelas que devem de fato e pela lei defender os seus direitos.

ASM – Como deve ser conduzida a discussão sobre Plano Diretor de Natal? Quais os principais pontos?

CC – O Plano diretor é o instrumento que regula o direito à cidade. Ele pensa o crescimento de Natal. Então para que o crescimento seja inclusivo ele precisa de ampla participação popular, dos mais diversos segmentos da sociedade. Então o que a gente observa é que temos um plano diretor referência para o Brasil, sobretudo para comunidade acadêmica de arquitetura, só que ele carece de regulamentações desde 2007 o plano diretor prevê sua revisão A cada 10 anos só que essa revisão precisa respeitar a participação. E como é que a gente vai revisar se não colocou em prática diversos instrumentos que foram aprovados em 2007, como as Áreas Especiais de Interesse Social, AEIS, só para citar um exemplo?

ASM – Quais suas propostas para o transporte público e a mobilidade urbana?

CC – Olha a gente precisa de um transporte público de qualidade e para que isso aconteça a gente precisa abrir o processo licitatório, ampla concorrência, ganhar aquele que oferecer um melhor serviço num preço competitivo. É isso que a gente precisa. A gente precisa acabar com essa caixa preta que é o sistema de transporte público em Natal. E com relação a mobilidade a gente precisa garantir nos quatro cantos da cidade construção de ciclovias, interligando as escolas, garantido a segurança das pessoas que usam esse meio de transporte para se locomover, sobretudo, a gente precisa garantir a acessibilidade pensando aqueles que mais necessitam de acessar os serviços, o transporte, a mobilidade.

ASM – Qual Natal vocês querem construir?

CC – A gente quer construir uma Natal inclusiva para todos, para as nossas crianças, para pessoas excluídas, para pessoas que simplesmente são pessoas humanas e que querem usufruir da qualidade de vida que esse lugar maravilhoso oferece. Uma Natal arborizada, uma Natal com hortas comunitárias, com participação. Uma Natal com esporte pulsando firme na veia. Sim porque esse clima é perfeito para diversas modalidades e nós somos o celeiro, a referência do surf mundial, mas carentes de apoio. Queremos uma Natal para nossos filhos, para nossas crianças, enfim, queremos uma Natal para pessoas simples como eu e você!

Confira a entrevista com os membros da chapa no Canal da Agência Saiba Mais no youtube.

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