TRANSPARÊNCIA

“Médicos não podem perder a racionalidade”, destaca Ricardo Volpi

O desenvolvimento da vacina para a Covid-19 ainda está em fase de produção e testes, portanto, enquanto o processo de imunização em massa da população não for uma realidade, é preciso ter responsabilidade e ficar atento às informações desencontradas e sem comprovação que são veiculadas sobre tratamentos alternativos.

De acordo com o médico da Coordenadoria de Operações de Hospitais e Unidades de Referência (COHUR) e responsável pelo Comitê Técnico Assistencial da Covid-19 do RN, Ricardo Volpi, “mesmo diante de uma pandemia, nós, médicos, não podemos perder a racionalidade de filtrar, dentro desses estudos, aqueles que realmente apresentam sua eficácia confirmada através de metodologia confiável”.

Medicamentos como a cloroquina/hidroxicloroquina, ivermectina, zinco, vitamina D, entre outros, foram apontados como possíveis tratamentos para o novo Coronavírus, porém nenhum deles se mostrou realmente eficaz no combate à doença. Os fármacos são usados para tratamentos distintos e podem provocar efeitos colaterais graves quando usados de forma irresponsável.

Segundo Volpi, “alguns ensaios clínicos apontam a não eficácia da cloroquina/hidroxicloroquina mesmo em fases iniciais da doença quando comparados a um grupo controle. Da mesma forma, nenhum ensaio clínico controlado aponta para benefícios da ivermectina”.

O médico explica que, “a maioria dos infectados pelo Coronavírus não apresentará sintomas graves da doença, o que faz muita gente atribuir esse benefício a algum medicamento que tenha feito uso. Porém, devemos levar em consideração, a enorme quantidade de pessoas que fizeram uso de cloroquina/hidroxicloroquina, ivermectina e outras drogas alternativas e mesmo assim apresentaram sintomas mais graves ou foram a óbito”.

 

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