TRANSPARÊNCIA

Ministério comandado por Rogério Marinho é usado para distribuir verbas em troca de apoio ao candidato de Bolsonaro à presidência da Câmara, afirma jornal

O ministério do Desenvolvimento Regional, comandado pelo potiguar Rogério Marinho, está sendo usado para distribuir verbas extras a deputados em troca de apoio a Arthur Lira (PP-AL), candidato à presidência da Câmara Federal apoiado por Jair Bolsonaro.

De acordo com uma planilha obtida pelo jornal Estado de S.Paulo, 285 parlamentares puderam indicar o destino de R$ 3 bilhões para seus redutos eleitorais a partir do ministério do ex-deputado federal pelo Rio Grande do Norte. O placar elaborado pelo Estadão aponta que dos 234 deputados que dizem votar em Lira, 139 aparecem na planilha do governo indicando recursos extras para obras em seus Estados:

“Todas as autorizações e repasses da planilha foram feitas em dezembro, mês em que o governo intensificou as articulações para eleger seus candidatos”, diz o jornal.

O Estadão explica ainda que o Governo Bolsonaro despejou verbas não rastreáveis por mecanismos de transparência.

 “Nesse modelo, não é possível identificar quem indicou o montante caso haja algum esquema de corrupção envolvendo determinada obra. Os ministérios fazem planilhas informais, que não são acessíveis às autoridades e à sociedade. É o contrário do que ocorre com as emendas parlamentares, onde é possível acompanhar desde a indicação do recurso até a execução da obra”.

Também segundo o veículo, o líder do governo no Senado, Eduardo Gomes (MDB-TO), contemplado com R$ 85 milhões de verba extra do Ministério do Desenvolvimento Regional, admitiu ao Estadão que os recursos ajudam a “sensibilizar” os parlamentares a votarem de acordo com o governo. “É evidente que, quando o governo tem essa sintonia e trabalha com municípios e estados, tem uma tendência de que fique com o governo”, afirmou.

O senador reconhece a falta de transparência nessa modalidade de repasse, mas recomenda que as pessoas acompanhem as redes sociais dos 513 deputados e 81 senadores, além dos sites das prefeituras (o País tem 5.570 municípios) e dos Estados (são 26 mais o DF) para tentar rastrear quem indicou a verba.

Com informações do jornal Estado de São Paulo

 

 

 

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