TRABALHO

Motoristas por aplicativo pararam em Natal contra reajuste da gasolina e por melhor remuneração nas plataformas

Fevereiro começou com paralisação dos motoristas por aplicativo e motofretistas em Natal. Além de reclamarem do aumento do preço da gasolina, que chega a custar R$ 5,19 nos postos da Capital, os profissionais reinvindicam formas de melhorar os rendimentos.

Segundo Evandro Henrique, Presidente da AMAPP-RN (Associação dos Motoristas Autônomos por Aplicativos do Rio Grande do Norte), os motoristas querem o fim das categorias Uber Promo e 99Poupa, respectivamente da Uber e 99Pop, que têm tarifas mais reduzidas. Além disso, querem o reajuste das tarifas pagas nas categorias Uber X, Uber Comfort, 99 Pop e 99Comfort.

“Os atos que aconteceram em várias cidades do país, foram motivados, principalmente, pela perda nos ganhos dos motoristas por aplicativos que ocorreram nos últimos anos. Como causa destas perdas, temos o valor das tarifas pagas pelos aplicativos aos motoristas, sem nenhum reajuste desde o início das operações em Natal. Na contramão dos anseios dos motoristas, as plataformas implementaram algumas categorias de viagens com valor ainda mais reduzido”, afirma Evandro.

O presidente da entidade destaca que a manifestação foi iniciativa dos próprios motoristas, que se organizaram em grupos de WhatsApp. Ele afirma que os constantes aumentos do preço da gasolina, causados pela política de precificação da Petrobras, aumentam os custos operacionais dos motoristas. Como esses aumentos não provém do estado, que segue sem alterar o cobrança do ICMS desde 2015, a única alternativa para esses profissionais é cobrar uma melhor remuneração às plataformas.

“Institucionalmente, a Associação mantém diálogos com a Uber e com a 99, mas não temos nenhuma perspectiva de reajuste. Recentemente, em conferência com a diretora-geral da Uber no Brasil, Cláudia Woods, ficou claro que a Uber não considera essa possibilidade. Pelo menos, não agora”, disse Evandro, também motorista por aplicativo.

Por volta das 9h da manhã desta segunda-feira (1º), motoristas por aplicativo e motofretistas bloquearam parcialmente a avenida Salgado Filho e seguiram numa carreata em protesto.

 

 

 

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