CIDADANIA

Movimento de luta nos Bairros, Vilas e Favelas cobra auxílio emergencial já e vacina para todos

O Movimento de luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) ocupou as ruas de todo país nesta terça-feira, 23, para reivindicar a aprovação urgente, no Congresso, do retorno do auxílio emergencial. No valor de um salário mínimo, não uma quantia menor do que vinha sendo pago, como cogita o governo, que também pretenderia mexer em gastos sociais a título de “compensação”. Algo que as entidades e a oposição, por sua vez, entendem como chantagem.

Construímos o dia nacional de mobilização com muita luta. As famílias das Ocupações Urbanas deixaram um recado de resistência contra o governo Bolsonaro”, avalia o coordenador estadual do movimento no Rio Grande do Norte, Marcos Antônio Ribeiro.

Marcos Antônio, coordenador estadual do MLB Foto: Amanda Lisboa

Segundo Marcos, 11 estados realizaram o ato. Além do RN, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na capital potiguar, o sindicato dos bancários e a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) participaram do ato realizado no cruzamento da avenida Rio Branco com a rua João Pessoa.

Participamos do ato junto aos companheiros do Movimento Luta nos Bairros, combatendo a chantagem de Bolsonaro que quer utilizar a pauta do auxílio para atacar o financiamento da saúde e da educação”, afirmou a deputada. Para Natália, a luta pelo auxílio “é também pela mudança dessa política e de todo esse governo”.

Auxílio Já

No ano passado, o auxílio foi pago durante nove meses. Até agosto, o benefício valia R$ 600. Foi uma vitória da oposição no parlamento, já que o governo Bolsonaro queria que fosse de R$ 200. De setembro a dezembro, caiu para R$ 300. Desde então, afirmam os manifestantes, a situação financeira dos trabalhadores se agravou.

O MLB reivindica o pagamento do auxílio no valor de um salário mínimo e observa que não se trata de medida permanente, mas uma proteção que deve durar até o final da pandemia.

Vacinação

Os manifestantes também pediram mais velocidade e a ampliação da vacinação contra a Covid-19. No Rio Grande do Norte, um pouco mais de um mês após o início da imunização, 83.282 pessoas foram vacinadas, o que representa 2,36% da população.

Para Marcos Antônio, os atos foram importantes para apresentar as reivindicações do movimento por auxílio emergencial já e vacinação para todos, e também para alertar a sociedade sobre a política econômica e “genocida” do governo Bolsonaro.

“Podemos denunciar os aumentos abusivos da gasolina e o descaso do governo federal com a vida, deixando 7 milhões de testes para covid-19 perder a validade”, afirmou o coordenador do MLB-RN.

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