CIDADANIA

Periferia Viva: Movimentos sociais fazem mutirões de arrecadação para comunidades do RN

Anúncios

A pandemia do Coronavírus revelou não apenas uma crise de saúde pública, mas expôs também diversos problemas causados pela desigualdade social no Brasil. Com a perda de empregos, diminuição de salários e impossibilidade de obter renda, a situação que se encontra nas periferias do Rio Grande do Norte é de fome.

Nesse sentido, movimentos populares e sociais potiguares tem feito mutirões de arrecadação de alimentos e produtos de higiene para famílias em situação de vulnerabilidade. Através do projeto Periferia Viva, mais de 500 cestas básicas foram entregues em mais de 15 municípios, onde cerca de 3 mil famílias estão sendo acompanhadas pelo grupo.

No Rio Grande do Norte, a ação solidária é desempenhada por militantes do Levante Popular da Juventude, Amélias, Marcha Mundial das Mulheres e Central Única dos Trabalhadores Potiguares.

Segundo a militante do Levante Popular da Juventude e organizadora da iniciativa Mara Farias, o trabalho faz parte da defesa da vida do povo que exigirá um trabalho coletivo e contínuo. “O contexto da pandemia do Covid-19 não é uma agenda que nos envolverá por duas ou três semanas e sim exigirá meses de trabalho coletivo. Também por Isso devemos concentrar os esforços ‘de guerra’, teremos de percorrer uma maratona”, disse.

Levantamento recente divulgado semana passada pelo IBGE mostra que o Rio Grande do Norte tem a menor concentração de favelas da região Nordeste. Dos 100 comunidades em território potiguar, 56 estão em Natal, 15 em Mossoró, 13 em Parnamirim e os demais estão distribuídos entre Extremoz, São Gonçalo, Macaíba e São José de Mipibu.

As entregas são realizadas com todos os protocolos de segurança, com duas a três pessoas no máximo e sem produzir aglomerações. Agora, a campanha está focando na região metropolitana de Natal, que tem a maior concentração de periferias do Estado.

“A solidariedade para nós anda junto com a luta pelos direitos. Direito a quarentena com isolamento social, com condições de vida, com água, alimentos, saúde. Teremos de travar uma batalha pelo acesso a renda básica, alimentos, acesso à saúde, condições adequadas de higienização, e logo a frente, condições de isolamento social adequados, isso exigirá uma luta mais forte pelo acesso aos recursos públicos“, avalia a militante.

Estão sendo arrecadados itens em alimentação, limpeza da casa, higiene pessoal, livros infantis, leite, fralda, absorvente e máscaras, além desses itens, pensando o cuidado com a saúde da população mais vulnerável, estamos cultivando ervas medicinais e produzindo sabão a base de óleo de cozinha usado para entregar às famílias.

Doações podem ser feitas nos seguintes pontos físicos 

Natal – CUT/Rua Apodi, 156, Cidade Alta das 09 as 14 horas

Rua da Floresta, º 541, Vila de Ponta Negra

Av. Industrial João Francisco da Motta, 2700, Quintas

Ceará-Mirim – Centro de Formação e Capacitação Patativa do Assaré – Rua João Xavier Pereira Sobral 1086, Passa e Fica

Mossoró – Rede Xique-Xique, Rua Luiz Rola, 113, Costa e Silva

Baraúna – Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) – Rua Raimundo Secundo, 180, Centro

Dados para transferências 

Nubank
Agência: 0001
Conta: 9804600-1
Isabela Ferreira

Banco do Brasil
Isabela da Silva Ferreira
Agência: 1668-3
Conta: 45.466-4

Banco do Brasil
Agência: 4687-6
Conta Corrente: 35253-5
CNPJ: 40.772.568/0001-45
Centro Feminista 08 de Março

Banco do Brasil
Agência: 00361
Conta corrente: 7890028
Eliane Bandeira e Silva

 

 

Artigo anteriorPróximo artigo
Kamila Tuenia
Jornalista potiguar em formação pela UFRN, repórter e assessora de comunicação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *