CIDADANIA

Natal é capital com maior alta no preço da cesta básica em maio

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA) de maio foi divulgada nesta terça-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelando que Natal é a capital em que a cesta básica teve maior alta de preço, 4,91%, chegando a R$ 501,70.

O levantamento mostra que os alimentos ficaram mais caros em 14 das 17 capitais brasileiras analisadas. O segundo município da lista é Curitiba, com alta de 4,33%, seguido por Salvador, com 2,75%.

Ao analisar as variações acumuladas nos cinco meses de 2021, as capitais com os principais aumentos foram: Curitiba (12,68%), Natal (9,35%), Porto Alegre (3,46%), João Pessoa (3,46%) e Florianópolis (3,38%). A maior queda no mesmo período foi de -1,87%, em Salvador.

No mês passado, a cesta só ficou mais barata em Campo Grande (-1,92%) e Aracaju (-0,26%). O Departamento analisou, mas não divulgou o custo médio da cesta básica de Belo Horizonte, por mudança na metodologia.

Entre as capitais analisadas, a cesta mais cara foi a de Porto Alegre, onde o custo dos produtos básicos somou R$ 636,96. Em seguida aparecem São Paulo (R$ 636,40), Florianópolis (R$ 636,37) e Rio de Janeiro (R$ 622,76). A cesta mais barata foi a de Aracaju, R$ 468,43.

Com base na cesta mais cara, registrada em Porto Alegre, o Dieese estima que o salário mínimo necessário é R$ 5.351,11, valor que corresponde a 4,86 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.
Outra projeção que chama atenção é que o trabalhador comprometeu, em maio, na média, 54,84% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.

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Isabela Santos
Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais

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