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Nem o PRB acredita na candidatura do dono da Riachuelo

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Oscilando entre 0 e 1% em todas as pesquisas de intenção de voto para a presidência da República, o empresário Flávio Rocha não tem a confiança nem do próprio partido.

O PRB, presidido pelo bispo da igreja Universal Marco Pereira, integra o bloco de partidos que articula apoio a um único candidato ao Palácio do Planalto. O DEM de Rodrigo Maia e ACM Neto; o PP de Ciro Nogueira; e o PTB de Roberto Jefferson também fazem parte do chamado centrão.

Nesta quarta-feira (20), o bispo do PRB se reuniu com Geraldo Alckmin (PSDB). Na terça, parte do bloco jantou com Ciro Gomes (PDT).

Após as reuniões desta semana, Marco Pereira afirmou que o centrão pretende fazer reuniões com todos os pré-candidatos antes de tomar uma decisão sobre para quem darão apoio.

A pré-campanha de Flávio Rocha é uma piada nacional. Após a divulgação de vídeos em que funcionários da Guararapes cantam o inacreditável hit “painho, o presidente vai ser o seu filhinho”, na presença de um Nevaldo Rocha (pai de Flávio) visivelmente constrangido, o empresário sumiu do mapa.

Até o MBL abandonou o dono da Riachuelo.

Nas pesquisas até aqui, Flávio Rocha aparece atrás da comunista Manuela D’Avila (PCdoB) e também do ministro Henrique Meirelles (MDB), candidato de Michel Temer, presidente do governo mais rejeitado da história do país.

Usando o movimento Brasil 200 como trampolim, a candidatura do dono da Riachuelo naufragou antes de começar.

Essa é a segunda vez que Flávio Rocha se lança pré-candidato à presidência e, ao que tudo indica, será a segunda vez que não ultrapassará a fronteira das convenções partidárias.

Em 1994, uma denúncia de fraude no sistema de doações para a campanha dele fez o PL desistir do empresário para apoiar Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que seria eleito naquele ano.

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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