OPINIÃO

Nina e o rivotril  

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A mudança na regra eleitoral que proíbe a partir de 2020 as coligações na eleição proporcional aumentou o uso de Rivotril entre os vereadores de Natal.

À exceção dos partidos de esquerda, já adaptados à novidade, pensar numa nominata de candidatos grande e competitiva tem sido um suplício.

A situação de Nina Souza (PDT) é desesperadora. Eleita pelo nanico PEN em 2016 com apenas 2.289 votos, a vereadora ficaria de fora se tivesse concorrido pelo atual partido.

O PDT elegeu quatro vereadores. O último da lista – Chagas Catarino – obteve 4.810 votos, mais que o dobro da votação de Nina.

A situação piora ainda mais porque o puxador de votos do PDT na última eleição – Raniere Barbosa, com 10.510 votos – deixou a sigla e agora veste as cores do Avante.

Em litígio com o partido, Júlia Arruda também ensaia uma despedida. Ela obteve o apoio de 5.765 eleitores em 2016.

Raniere e Júlia foram os campeões do PDT somando, juntos, 16.275 votos. É muita coisa.

Mas não é justo olhar 2020 apenas com os olhos de 2016. Nina Souza tem hoje sob seu domínio o maior número de cargos comissionados na Casa e foi durante toda a gestão de Carlos Eduardo Alves a líder do governo.

A vereadora do PDT criou estrutura própria, mas não tem ideia do tamanho que terá quando as urnas forem abertas em outubro.

Em meio à tanta incerteza, Nina Souza sonha com a vaga de vice na chapa de Álvaro Dias (MDB).

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E tem movido mundos e fundos para sobreviver.

Confira a votação dos candidatos do PDT e o número de votos de Nina Souza em 2016:

Raniere Barbosa – 10.510
Júlia Arruda – 5.765
Kléber Fernandes – 5.061
Chagas Catarino – 4.810
Nina Souza – 2.289

 

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Rafael Duarte
Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"

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