DEMOCRACIA, ENTREVISTA

O acesso a absorventes precisa ser visto como questão de saúde pública, diz Brisa Bracchi

A vereadora de Natal Brisa Bracchi (PT) aprovou nesta semana em regime de urgência o projeto de lei de que institui a obrigatoriedade de distribuição de absorventes higiênicos a pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica no município. Em entrevista ao Programa Balbúrdia desta sexta-feira (22), ela chamou atenção para as questões de saúde que a medida envolve.

O prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB) terá 15 dias a partir da aprovação, em 21 de outubro, para sancionar ou vetar a lei. A distribuição deve ser feita nos Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nas escolas públicas do município e albergues, para a população em situação de rua.

“Nos relatos, a gente ouviu casos de pessoas que utilizaram coisas que depois prejudicaram a saúde delas. É uma questão de saúde pública também quando você não tem o absorvente, quando tem acesso restrito à água, ao saneamento básico”, alertou a vereadora, ao compartilhar uma pesquisa que aponta que uma em cada quatro jovens estudantes faltam às aulas por não ter acesso a esse item básico de higiene.

“Ao longo desse processo, a gente ouviu cada relato, cada história que chegava pra nós, por parte das garotas ou de pessoas que conheciam, professoras que relatavam alunas que eram super aplicadas, mas que faltavam às aulas categoricamente na mesma semana de aula mensalmente. E aquilo prejudicava o desempenho escolar daquela pessoa”, contou Brisa, justificando que PL foi votado em caráter de urgência também pensando na aprovação das leis orçamentárias, PPA (Plano Plurianual) e LOA (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

“A gente sabe que vai precisar de orçamento pra executar um projeto como esse. Foi muito bacana como o conjunto de vereadores se sensibilizaram com a pauta”, elogiou a Câmara, que é formada principalmente por homens.

Dentre os temas abordados por Brisa Bracchi estão também os mandatos das mulheres potiguares, o que nega ser um fenômeno, mas reconhece como a “representação de um novo ciclo da política”; o combate à violência contra a mulher; a revisão do Plano Diretor de Natal; início das aulas de curso profissionalizante no Centro de Cidadania LGBT; e a gestão à frente da Secretaria de Mulheres do Partido dos Trabalhadores.

Veja entrevista completa:

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais