OPINIÃO

O Brazil dos canalhas: os flibusteiros da Lava jato

Até poucas horas atrás 236.201 brasileiros mortos vitimados por duas pestes: a pandemia da “coronavírus” e um governo criminoso, que sabotou deliberadamente o combate à pandemia. Destes 3.381 eram potiguares. Só para lembrar a tragédia a que estamos submetidos.

Mas nesse país da calhordice, a desmoralização das instituições públicas vem daqueles que até pouco tempo atrás era considerados heróis nacionais e, inclusive, fora devidamente homenageados com um filme de gosto duvidoso, lançado em 2017, “Polícia Federal: a Lei é para todos”; em 2018 a Netflix lançou a série “O Mecanismo”, um produto do puxa-saquismo de um certo importante da sociedade.

Os “guardiões da moralidade” foram alçados à condição de heróis populares. Receberam prêmios em Nova Iorque (2015), e três procuradores, os mais “ativos” foram lá representar os 11 incorruptíveis. A força-tarefa era o símbolo de um novo país, que estava sendo “passado a limpo”. Eu conheci gente que ficava aguardando a “enésima operação” da Lava a Jato, com o circo proporcionado pela Polícia Federal, quase sempre com a cobertura “imparcial” da Globo. Era um delírio.

A Lava a Jato destruiu a indústria da construção civil e do petróleo e jogou milhões de trabalhadores no desemprego, ou seja, limpou o bolso dos trabalhadores. Não vou me deter nos aspectos jurídicos, pois a quantidade de patifarias cometidas por essa gangue está sendo exposta. Sabe-se, agora que a Lava a Jato era uma matilha, alinhada com um juiz mequetrefe que agiu deliberadamente para sacar do processo eleitoral um candidato imbatível e proporcionar a vitória de um rufião fascista.

Na terça-feira (9), a segunda turma do STF acabou mantendo a autorização para o acesso da defesa do ex-presidente Lula aos documentos que mostraram a canalhice dos procuradores e de como estes elementos acanalharam o Judiciário, hoje visto como um poder desmoralizado.

As sequelas deixadas por estes elementos, que estão desmascarados, durarão por décadas e devemos, como sociedade civil organizada, exigir que esses pilantras sejam punidos, assim como seu mentor, por terem enxovalhado as leis e o processo penal e por terem influenciado num processo eleitoral, maquinando com o juiz, a prisão de Lula.

A pandemia pegou um país destroçado economicamente, muito em função da ação desses procuradores e do juiz, e combinado com uma gestão da pandemia feita pelo mandrião do Planalto, que chegou a ser fotografado correndo atrás de uma ema com uma caixa de cloroquina, estamos numa penúria política e social.

A estrada do inferno está calçada de boas intenções, mas se a sociedade civil exigir, ver-se-á que esses flibusteiros jurídicos não tinham nenhuma grama de boas intenções e, de várias maneiras, nos trouxeram ao inferno onde estamos.

 

 

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