OPINIÃO

O peso de cada um

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Um cidadão brasileiro chamado Bezerra da Silva cantava assim, há uns bons anos:
 
Seu doutor só combate o morro
Não combate o asfalto
(…)
Navio não sobe morro, doutor
Aeroporto no morro não tem.

A letra é do samba “Desabafo do Juarez da Boca do Mato”, uma das inúmeras críticas sociais que saíram dos morros e favelas cariocas levadas pela voz do pernambucano Bezerra da Silva.

Agora, meu caro leitor e minha cara leitora, pare um pouco e imagine o que mudou nessas três, quatro décadas desde que Bezerra começou a fazer sucesso com seus sambas. Não foi muita coisa, concorda?

Tem governador que sobe em helicóptero para “caçar” criminosos, manda atirar na cabecinha, emulado pelo líder máximo da nação. Mas quem é que está na mira oficial?

É o sargento Manoel Silva Rodrigues que leva 39 kg de cocaína no avião oficial da Força Aérea – será que foi a primeira vez? – ou o preto da favela? A sociedade quer segurança e combate ao tráfico de drogas ou quer se regozijar com a morte ou a humilhação de mais um pobre?

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As respostas eu deixo para vocês. Enquanto isso a droga segue vencendo, sem perder um ano, a “guerra” aberta contra ela.

Ah, e escutem Bezerra que está tudo lá, há anos.

O morro pede o fim da discriminação
Embora marginalizados
Nós também somos cidadãos

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