OPINIÃO

Olha o gol !!!

Eu sei que tem pouca diferença, mas chega, não vou mais falar de política. Vou perder amigos, admiradores, a confiança em pessoas que sempre fui fiel seguidor, e nem quero correr risco de ser, até, desafiado para um duelo de pistola ou espada, tal o retrocesso que vivemos hoje no Brasil. A coisa está esquisita demais. Resumindo, quando se trata de política, politiqueiros, politicagem, o esporte, que vivo ou sobrevivo,  não vale um tostão furado. O PT, já vi, quando se trata de política do esporte, delega poderes e cargos aos “agregados” e a coisa continua como antes.

Até me iludi, defendi, ouvi, atento e animado, uma entrevista do professor Getúlio Marques, que conheço desde os tempos do Alecrim, ao Jornal 96, com Diógenes Dantas, da qual participei. Acho até que ele, assim como eu, inocente, também, naquele momento, acreditava que a coisa pudesse ser diferente. Hoje, sou até capaz apostar de que ele, repito, assim como eu, deve estar triste. Talvez, quem sabe, no futuro, ele tente e consiga mudar algo.

Aí, vejam só!,  disse que não ia mais falar de política e já levei dois parágrafos desta minha coluna de domingo lamentando o “leite talhado, derramado”.  Vou voltar a me concentrar nas minhas caminhadas, de onde, certamente, tiro coisas muito mais interessantes para escrever. E vou meter o pau de fim e começo de ano na Prefeitura de Natal. O “dançarino” Álvaro Dias, deve estar esperando o dinheiro do aumento absurdo do IPTU para mandar limpar os banheiros imundos da praia do Meio, só pode. Na festa do Reveillon, acreditem, tudo como antes, ou pior. Sem falar nas “lamparinas” que Raniere Barbosa, quando na Sensur, disse que tinham garantia de ano e reposição assegurada.

Podres banheiros de uma orla quase que completamente às escuras. Calçadas esburacadas (aquele mesmo serviço sujo que já foi feito pelo menos uma cinco vezes), areal, apesar da luta diária da rapaziada gari (esses trabalham!), cocô de cachorro e a proliferação de ratos enormes fazendo companhia aos turistas que se arriscam a caminhar de noite entre as pedras da Praia do Artistas, barracas das imediações do ex-hotel Reis Magos, passando pela estátua de Iemanjá, e em todos os lugares onde predomina a sujeira. Ratos, aos montes, talvez mais até que no Governo Bolsonaro-Temer (será? Duvido).

Sim, puxa vida! Por falar na estátua de Iemanjá, a bichinha passou quase o ano todo de mãos quebradas, acreditem, por ações de vandalismo dos dementes evangélicos (não são todos) que não respeitam a religião dos outros, vocês sabem né? A turma seguidora de Edir Macêdo, Valdomiro, R.  Soares, Feliciano, Malafaia, Malta e as duas loucas Janaína Paschoal e Damares (a do menino veste azul e menina veste rosa). Esses cancros moles, essas cristas de galos, filgueiras, cavalos de cristas, mulas,  chuviscos, gonorréias e etc. Desculpem, mas não tinha sinônimos suficientes para definir essa gente.

Essa é a situação das praias urbanas. Não falei do Forte? Não. Sim, o Forte do Reis Magos, a principal atração turística de nossa cidade, marco de nascimento de nossa cidade, pasmem, em plena alta estação, está em obras. Não riam, não gargalhem, é verdade. Em reforma. Dizem que até novembro estará tudo pronto, duvido, deve chegar a meados de 2020, e olhe lá. E a praia do Forte propriamente dita? Maravilha para caminhar, tirando o vento que açoita os olhos e corpo dos persistentes com areia cortante, é ótima, mas só de dia. De noite, um breu. Só para quem tem negócios e não tem medo do “lobo mau”.

Tó dizendo pra vocês… De minha caminhada tiro duzentos textos de final de semana sem me lembrar que existe um Sérgio Moro ou um sabujo repelente chamado Alexandre Garcia, esqueço da Globo, das contratações equivocadas, de todos os anos, de ABC e América, e os outros, esqueço de tudo na caminhada, a até me lembro de coisas super importantes como pedir, implorar para que esse povo que vai à praia recolha seu lixo. Esse povo não lembra que esse plástico que eles deixam na maré seca vai matar a fauna marinha. O pior é que, vejo isso todo dia, não tem jeito. Os alienados que não largam o celular nem mesmo quando entram na água, tenho certeza, já devem ter visto os males causados pelo seu lixo…que tempos são esses?

Em alguns dias, assim como meu colega Vicente Neto, certo dia, estranho o número exagerado de peixes e crustáceos (siris, aratus, marinhas farinhas) mortos sem motivo aparente.

Fim de 2018, começo de 2019, e eu estou sempre lá. Maré cheia caminho  nas calçadas de buracos e cocô de cachorro; maré seca na beira da praia, apanhando plásticos e com medo de ver um gabiru vir na minha direção. E depois, normalmente, ainda tento fazer alguns exercício nos equipamentos, que devem ter custado muito caro ao nosso bolso, sem manutenção, corroídos pelo abandono e corrosão, todos quebrados, quase inutilizáveis.

Ah, os personagens? Estão presentes sim, todos os dias – Rei do Bronze, Dão, Barba de Cachaça, Pé de Gia, Pudin de Cana, Barroada, Mão de Onça, Cachorro Mago, Pisca-Pisca do fã clube de Mállyk Nagib, Helena de Troia, Nina Trataruga, Ôi de Bôto, Cara Suja, Pé de Graxa, Queixo de Pau e tantos outros.

Para encerrar: na entrada de ano, um desses personagens ficou perto onde eu estava com minha esposa, Evânia; minha irmã Edilma, e meu inseparável Roberto Lili, o Bora Porra. Esse cara, cheio de canjibrina,  não passou menos de meia hora nos perturbando,  de minuto em minuto…olhava pra mim, e gritava a plenos pulmões: “Olha o gol!!!”

Meu final de 2018, começo de 2019.

 

 

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Edmo Sinedino
Edmo Sinedino é jornalista, ex-jogador de futebol e escreve aos domingos

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