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ONG lança aplicativo para monitorar lixo encontrado nas praias

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Andar pelas praias e encontrar lixo é algo que nenhum banhista ou visitante deseja, mas que é realidade em alguns locais no litoral. Foi a partir disso que a ONG Oceânica criou o aplicativo Mar Limpo, iniciativa que possibilita ao cidadão contribuir não somente com a coleta dos resíduos, mas também colaborar com o mapeamento das regiões afetadas pelo lixo. A ideia é que essas informações possam gerar dados para pesquisa, de modo que sirva como uma ferramenta de acompanhamento da gestão pública de resíduos nas praias.

Em fase de testes e divulgação, o aplicativo Mar limpo é uma mostra de que ferramentas tecnológicas podem ser grandes aliadas do meio ambiente e já está disponível no Google Play e na App Store. A iniciativa, de acordo com Mauro Lima, um dos coordenadores do projeto, é também importante para conscientizar os cidadãos sobre os problemas relacionados à poluição no mar.

“O Mar Limpo é uma plataforma colaborativa entre usuários, empresários e setor público que impulsiona a geração de informações de forma ampla, em larga escala e a baixo custo, capaz de gerar alertas de impactos ambientais e desastres iminentes, como a recente aparição de óleo nas praias do nordeste”, explica Mauro Lima.

Quem acessar e utilizar o aplicativo Mar Limpo terá a oportunidade de aprender sobre os elementos que compõem o ecossistema marinho, a importância que cada um tem, o que afeta sua sobrevivência no ambiente marinho e como cada um é atua como um elo fundamental na vida como um todo.

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Em desenvolvimento desde o início do ano o aplicativo faz parte do projeto Mar Limpo. Em outra fase do projeto, estudantes e professores da rede municipal de Pium puderam ampliar a percepção por meio de vivências que promoveram a conscientização sobre a produção de bens materiais, consumo, descarte, poluição, ciclos da matéria e a conexão da escola, comunidade e natureza.

“Esses conhecimentos são base da mudança para estilos de vida sustentáveis, que considerem a conservação do ambiente natural, direitos humanos, cidadania global e valorização da diversidade cultural”, explica Jéssica Paiva, ecóloga que atua no Projeto.

Os alunos da Escola Municipal Erivan França foram os primeiros a utilizar a plataforma durante uma ação de limpeza na Praia de Pirangi, em Parnamirim. Para Thayse Marques, técnica de apoio do projeto, as novas tecnologias hoje estão sendo muito úteis na educação escolar e comunitária porque já fazem parte do cotidiano do sujeito contemporâneo.

“A expansão do território educativo é uma prática que utilizamos como base nas nossas estratégias de educação. Acreditamos que o conhecimento integrado com o ambiente é importante para o desenvolvimento da cidadania, para o despertar da consciência e responsabilidade sobre nosso papel no mundo e na comunidade”, revela Thayse Marques, técnica de apoio do projeto.

Oficina de microscópio com os alunos da Escola Estadual Professora Maria Araújo. IMAGEM: Ernani Silveira

O aplicativo também funciona como um jogo no qual o usuário pode somar pontos e trocá-los por descontos em empreendimentos que “abraçam o mar”. “O envolvimento das empresas é muito importante para a continuidade do projeto, seja por meio do apoio financeiro ou de permutas de serviços. Além da visibilidade dentro do aplicativo a marca da empresa que atua com responsabilidade socioambiental tem um retorno muito positivo, principalmente por Natal ser uma cidade tão turística”, explica Mauro. O projeto está em articulação com empresas para conseguir o apoio.

A Oceânica foi fundada em 2003 para realizar projetos socioambientais que fomentem o uso sustentável dos recursos marinhos, de maneira a promover a integração entre pesquisa científica, educação e práticas de conservação. Desde sua fundação, a ONG atua com campanhas educativas e com a produção de materiais educativo/informativos voltados à conservação da biodiversidade marinha.

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